O amor é forte como a morte

Bodas de Diamante

Meus irmãos e irmãs, caros nubentes,
Moisés, o cronista da criação, romanticamente, porém inspirado por Adonai, narrou a primeira declaração de amor. Depois, muito depois, descreveu o romance de Jacó e Raquel, sob os olhares de El Shadai, a fonte das bem-aventuranças. Luís Vaz de Camões, o pai da Língua Portuguesa, imitando o libertador do povo de Israel, resumiu um capítulo inteiro de Gênesis, em dois quartetos e dois tercetos, narrando o amor de Jacó por Raquel. Iluminado, todavia, não inspirado, disse o autor dos Lusíadas, nos dois últimos tercetos: “Vendo o triste pastor que com enganos/ assim lhe fora negada a sua pastora, / como se não tivera merecida, /começou a servir outros sete anos, / dizendo: – “mais servira, se não fora / para tão longo amor tão curta a vida! ” Reparem que Camões canta o amor longo.
Depois, bem depois de tudo isso, depois dos patriarcas, depois dos juízes e, já no tempo dos reis, Salomão, o terceiro rei de Israel, conhecedor de todos os amores femininos, numa linguagem poética e alegórica, descreve o amor de Cristo por sua esposa celestial, a Igreja. Vemos, como o Noivo Celestial, atrai a alma, por quem ele morreu, atraindo-a com as cordas do amor, e fazendo com que, numa experiência real, tivesse sua vida unida a dele. O filho de Davi, por fim, bem no final do seu poema, coloca estas palavras nos lábios doces de Sulamita: “eu sou do meu amado e ele me tem afeição”, exprimindo segurança perfeita, ou, em outras palavras, afeto e fidelidade, como simboliza o diamante. Diz Salomão, numa conclusão maravilhosa, porque o amor é forte como a morte. Sou pregador e concordo com o terceiro rei de Israel. Alguém poderia me refutar: “Pastor, o amor é forte como a vida e não como a morte? ” Explico, pois é minha função, pois a palavra de Deus é constituída de metáforas, metonímias e outras figuras mais. Explico, como já outro teólogo já havia explicado, pois nada há novo sobre a terra: “As causas excessivamente intensas produzem efeitos contrários. A dor faz gritar, mas se é excessiva, faz emudecer; a luz faz ver, mas se é excessiva, cega; a alegria alenta e vivifica, mas se é excessiva, mata. Assim o amor: naturalmente une, mas se é excessivo, divide, separa. “ Pergunto: Quem mais amou neste mundo? Respondo, pois não quero deixar ninguém constrangido: Jesus. O Redentor amou tanto, mais tanto os escolhidos que deixou o Pai celestial, deixou o céu, viveu com os homens e vestiu-se com um corpo humano, subsistindo, como afirmou o apóstolo Paulo, em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus, antes a si mesmo se esvaziou, tornando-se em semelhança de homens; e reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz.
Imperativamente, Paulo, o apóstolo dos gentios, exortou os cristãos de Éfeso: “ Sede, pois, imitadores de Deus como filhos amados. ”Gildásio traz no nome a valentia, como Gideão, pois foi e é um homem valoroso e, além de tudo, possui o amor forte, como descrito por Salomão. O amor que divide, que separa, como a morte separa a alma do corpo para depois adquiri-la com a ressurreição, garantida pela ressurreição de Cristo. Possuidor do amor forte, deixando as delícias do Éden, na pessoa de Edenilde, bem como três filhos, rebentos de sua obediência “Crescei e multiplicai-vos”, parte para São Paulo e ingressa no Seminário Presbiteriano Conservador e ali cursa o Propedêutico, Pré-Teológico e Teológico, tornando–se Teólogo, Pastor e Professor. Cristo deu o exemplo para ser seguido, pois deixou na Terra os discípulos e foi para o Céu preparar moradas para todos aqueles que o aceitam como único e suficiente salvador. Na Bahia, sem abandonar, aos cuidados da sogra, Gildásio deixou a mulher e os filhos para dar-lhes a salvação em Cristo Jesus e os conhecimentos da vida terrena. Gildásio é um homem valoroso e Edenilde é a mulher virtuosa, cantada pelo terceiro rei de Israel. Gildásio e Edenilde renovam, depois de sessenta anos, os votos do amor forte. Palmas e mais palmas aos nubentes e glória a Deus por este gesto de amor, pois só o amor adorna o mundo. (Homília, Itapetininga, 24/07/2022.)

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