O Avesso do Avesso

Nesta última segunda-feira 25 de Janeiro ,a cidade que nunca dorme, São Paulo, completou 467 anos.
Em 25 de janeiro de 1554, por ordem do padre Manuel da Nóbrega, superior da Companhia de Jesus no Brasil, um grupo de 12 jesuítas (entre os quais o então noviço José de Anchieta) ergueu um barracão no alto de uma colina entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí.
Ali, num local estratégico pretendiam converter ao cristianismo os índios que habitavam a região. Estava fundado o Colégio de São Paulo que originou a cidade de mesmo nome – hoje a maior metrópole da América do Sul.
Em seus 467 anos de existência, uma pequena aldeia formada ao redor de um Colégio de Jesuítas transformou-se em uma das maiores aglomerações do planeta: a Região Metropolitana de São Paulo. Hoje habitam na cidade 12,33 milhões de pessoas , a 9ª maior cidade do planeta.
A minha primeira memória afetiva que tenho da cidade, foi aos 8 anos de idade no ano de 1984, quando fui na casa da minha tia avó Anita Barsanti,( mãe do médico dermatologista aqui da cidade, Cláudio Barsanti Wey) numa viagem no bom e velho ônibus da Viação Cometa acompanhado pelo meu tio Ivan Barsanti e minha Avó Pasquina, irmã da saudosa tia Anita que morava na agradável Rua Demóstenes no bairro de Campo Belo, próximo ao aeroporto de Congonhas, antes de dormir, ficava ouvindo o som dos aviões decolando.
De cara fiquei impactado com a megalópole, foi amor à primeira vista, toda aquela metrópole multifacetada, todo aquele aspecto grandioso e frenético me encantou.
Lembro-me que antes de chegar ao destino que na época era na gigante rodoviária do Tietê, o “busão” passou em frente do Playcenter na marginal Tietê ( ahhh o Playcenter que falta faz! ) fiquei extasiado. Como era muito bonito e imponente aquele parque de diversão! E como faz falta!
Andamos de metrô, minha saudosa e querida avó Pasquina me disse : “Agora vamos andar num trem embaixo da terra” . Para um menino de 8 anos, era muito “mágico” e encantador tudo aquilo.
Desembarcamos na estação República e fomos ao famosíssimo Mappin, situado no calçadão da Barão De Itapetininga em frente ao majestoso Teatro Municipal. No enorme magazine, comprei o antológico e famoso disco Trillher de Michael Jackson, que estava no seu auge absoluto.
Depois fomos ao Macdonald’s, também na Barão de Itapetininga, que ainda continua lá e foi o primeiro do Brasil. Pela primeira vez experimentei o hambúrguer mais famoso do planeta e não parei mais .
Como nunca mais parei de ir a Sampa, sempre que posso vou, São Paulo sempre me renova.
Caetano Veloso com toda a sua genialidade conseguiu descrever na sua belíssima canção “Sampa”, a música definitiva em homenagem a São Paulo, o que é a cidade em seus diversos aspectos, principalmente no trecho em que ele diz : “ Porque ela é o avesso do avesso, do avesso… “
Definição perfeita, tudo nela é o avesso do avesso.
Como diz o ditado popular : “São Paulo você ama ou odeia”.
E eu a amo muito !
Parabéns, Sampa!!
Até a próxima

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