O debate

Assistimos ao esperado debate eleitoral dos candidatos a presidência da república brasileira no último domingo, vinte e oito, num “pool” da TV Band, TV Cultura, Uol e Folha de São Paulo. Posteriormente as imagens e falas dos pretendentes foram distribuídos para vários canais de televisão concorrentes, inclusive na Globo News. Logicamente a repercussão do evento foi evento e a Bandeirantes (ou a Band News) bateu recorde de audiência. Inclusive dois milhões de telespectadores assistiam “ao vivo” pela internet. Seis candidatos participaram, quatro homens e duas mulheres. Desses, realisticamente, apenas três concorrem ao cargo, sendo dois com dígitos acima de vinte por cento. O terceiro com menos dez porcento e os outros pontuam bem menos. Praticamente estão fora do páreo a não ser que… mas é difícil acontecer.
A conhecida polarização entre os dois concorrentes mais cotados nas pesquisas aconteceu e tornou o debate mais e mais tenso. As discussões giravam em torno da economia (logico! É um dos assuntos que decidirá as eleições), sobre a mulher, a criança, o jovem, a pandemia, condições sanitárias, enfim, tudo o que se relacionasse com um Brasil melhor. Até os professores e suas dificuldades (principalmente nos salários) foram lembrados. Um dos candidatos, o mais mal colocado nas pesquisas e que estava presente, não deixou de citar uma série de lugares comuns sobre educação, aquele que a gente ouve desde “Pedro Alvares Cabral descobriu o Brasil” mas não disse como realizá-lo.
Outra, falando sobre a mesma educação brasileira chegou a declarar que se eleita, nenhum professor pagará mais imposto de renda. Mas, não citou a categoria dos mesmos. Será que aqueles famosos, mestres universitários com doutorado, pós-doutorado, com cursos em Cambridge e Havard também? Que injustiça para outras categorias profissionais. A outra, entusiasmada chegou a dizer que (se eleita!) daria cinco mil reais para todo o alunado que terminasse o ensino médio. Ela não disse de onde sairia o dinheiro. Do governo federal, estadual ou municipal? De onde sairia tal prêmio? Tirariam de onde? E os municípios pobres, como pagariam?
Alguns candidatos inverteram os fatos falando ainda sobre educação. No Brasil, os salários dos professores cabem bem mais dos estados. Este tema cabe ais aos governadores. Eles é quem são os maiores responsáveis pelo nível salarial dos mestres.
Voltando aos candidatos com o mínimo traço (porcentagem de notas) nas pesquisas, citando os do ensino fundamental I (de 1ª a 5ª série) que os mesmos deixariam de cursar Pedagogia que é um “ensino inteligente”. Já fazem ou fizeram para poderem lecionar no magistério. Pouquíssimos estados brasileiros possuem ainda o curso de Magistério (preparação para o ensino fundamental I), o que é uma infelicidade pois tal curso de nível médio era quem especializava propriamente o professor. Realmente o curso de Pedagogia, se bem desenvolvido, é um curso inteligente, com disciplinas importantes. Só que é um ensino mais ligado ao aspecto intelectual dos participantes. Não é, absolutamente, um aprendizado que prepara o jovem para lecionar no ensino básico. Mas, é obrigatório!
Para variar, um forte candidato foi indelicadíssimo com uma renomada jornalista, motivado pela pergunta que foi feita. Este mesmo candidato considera as notícias fakes (falsas), como liberdade de imprensa. O ultimo ficou num assunto como imposto único e privatização, privatização e privatização dos bens do aparelho estatal. Mas, desde os gregos do século V A.C. (antes de Cristo) um debate é sempre salutar. Senão…

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