O encontro com o grande mestre Ziza

Decorridos agora 13 anos da morte de Zizinho, um dos maiores astros do futebol brasileiro dos últimos tempos e conhecida estrela internacional, Zecaborba Soares Hungria veio nos lembrar desta data e cuja significação tem muito para ele. A justificativa é a simples razão, pela qual o comerciante itapetiningano, amante inconteste do futebol referiu-se ao mestre Ziza. Ele o conheceu no Rio de Janeiro, cidade maravilhosa, onde viajou com o saudoso parente empresário Jaime Ribeiro. Na ocasião visitou e foi bem recebido pelo consagrado advogado e professor Nelson Hungria, um dos maiores nomes da área jurídica brasileira, sumidade no cenário internacional e autor de vários livros especializados no assunto.
Foi através de Nelson Hungria, que Zecaborba se encantou com o tratamento recebido quando ele conheceu o grande Ziza, na época a estrela maior Flamengo e da seleção nacional. Após uma partida em que o mestre Ziza esbanjou classe, talento, garra e empenho, Zecaborba ficou deslumbrado e jamais se esqueceu do espetáculo e da atuação do excepcional jogador brasileiro, então defensor do clube da gávea, depois transferido para o Bangu do Rio de Janeiro.
Não sai da memória, em tempo algum, mesmo passados dezenas de anos, a ecoar do barulho pelo Maracanã que Zizinho provocava para chamar a atenção dos companheiros, batendo com as palmas das mãos nas coxas, enquanto corria com a bola. Era uma referência absoluta dentro do campo. O jogador para o qual todos voltavam os olhos – companheiros, torcedores e adversários – quando a situação se complicava.
Mestre da tática, Zizinho foi um precursor do jogador treinador. Não apenas porque escreveu livros e virou técnico quando parou de jogar, mas principalmente por ter sido, junto com o húngaro Puskas, um dos primeiros jogadores a comandar o time dentro do campo, promovendo alterações táticas com a partida em andamento e no fervor da luta.
Diz Borba, em suas elucubrações, que Zizinho foi mestre da valentia. Ele ensinou que era possível ser craque e jogar com raça. Não a raça de dar carrinhos e distribuir pontapés, mas de reagir com coragem.
Em sua análise Zecaborba afirma que Zizinho foi mestre em generosidade. Foi um dos dez maiores jogadores da história, mas nunca poupou elogios nem conselhos para os craques das novas gerações. Zizinho foi uma ponte luminosa que interligou três grandes gerações do futebol brasileiro: a de Leônidas da Silva na Copa de 1938, os injustiçados de 1950 e os grandes campeões de 1958 liderados pelo ídolo Pelé, Garrincha e Didi. Nesta Copa (58) desistiu da convocação em favor de Pelé.
Mestre dos gramados, com grande visão do jogo e domínio da bola, Zizinho chutava com ambas as pernas, cabeceava com categoria, driblava fácil e lançava com perfeição. O rei Pelé – lembra Borba – teve no pai, seu Dondinho, um grande exemplo, mas de mestre ele só chamou uma pessoa no mundo: Zizinho.
Zizinho, disse o cronista esportivo Marcos Caetano “foi nosso mestre-sala dos gramados. Uma flor rara de talento em meio a tantos espinhos de mediocridade.”

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