O músico Amilton Godoy no teatro do Sesi

Felizmente o teatro do Sesi, avenida padre Antônio Brunetti, Vila Rio Branco (antigo Paquetá) está voltando a normalidade (já há algum tempo) depois da passagem de uma bruxaria denominada Pandemia (embora não tenha passado totalmente). Daí que nesta semana está acontecendo uma imperdível Mostra Sesi de Música Instrumental. Ontem, vinte de seis de maio, o palco do teatro Itapetiningano foi tomado pela “Banda Onda Reggae Club” (a luta continua), música caribenha misturada com brasilidades. Amanhã, vinte e oito de maio, sábado, apresentação das “Choronas 25+” com o grupo de mesmo nome que desde 1994 encanta e comove o publico brasileiro e do exterior: choro, baião, maxixe, samba e outros ritmos brasileiros.
E hoje, vinte e sete, sexta-feira, as oito horas da noite, a sensacional (a palavra é esta) apresentação do pianista, arranjador, maestro e compositor Amilton Godoy, considerado um dos maiores músicos brasileiros de todos os tempos. Amilton terá como acompanhantes: Edu Ribeiro (bateria) e Sidiel Vieira (baixo acústico).
Amilton Godoy de uma família de músicos, nasceu em Bauru, interior paulista e desde cedo estudou piano tocando música erudita (brasileira e internacional) e algo de música popular (brasileira) e jazz norte-americano (preferencialmente). No início da década de 1960 Amilton (hoje com oitenta anos de idade) veio para a capital paulista para mais e mais aperfeiçoar-se no teclado. E logo com quem? Com a virtuose Magdalena Tagliaferro uma das maiores do Brasil). Mas, devido as constantes excursões de Tagliaferro, o bauruense Godoy acabou tendo aulas com a professora Nellie Braga, da Escola de Magdalena Tagliaferro. Em Sampa, Godoy conheceu o contrabaixista Luís Chaves e o baterista Rubens Alberto Barsotti e juntos formaram um trio musical que veio chamar-se “Zimbo Trio”. Afinal os rapazes tinham que ganhar a vida e começaram a tocar tanto no Baiúca como no Caze “night clubs” que ficavam nas imediações da Praça Roosevelt pegadinho a Igreja da Consolação, região central de São Paulo.
Tanto a Baiúca como o Caze eram vitrines no mundo artístico paulistano. E em 1965 tudo deu certo. No mês de abril, a já vitoriosa Elis Regina acompanhada do cantor revelação Jair Rodrigues apresentaram-se num “show” (hoje histórico) no teatro Paramount (hoje, com outro nome) na avenida Brigadeiro Luís Antônio por apenas três dias e que rendeu um LT com milhões de cópias vendidas.
Pois é, diante desse sucesso a TV Record de São Paulo resolveu investir em música popular brasileira atual em pleno horário nobre (noturno) com quem? Com Elis, Jair e o Zimbo Trio (Amilton, Rubinho, Luís) com uma audiência “nas alturas”. O programa era gravado às segundas-feiras, à noite, no teatro Record Consolação (que não existe mais) e exibido às quartas-feiras. Os maiores nomes da mpb passaram por lá durante quatro anos, ininterruptos. E o Zimbo era exclusivo de Elis e Jair.
Naqueles tempos, principalmente na década de 1960, a música popular brasileira dominava na televisão, principalmente na Record. Foram noites memoráveis. E numa noite (também memorável para Amilton Godoy e seus dois companheiros) teve como holofotes o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1968, num recital da mpb antiga e moderna, ou seja, com a presença da cantora Elizeth Cardoso junto com Jacob do Bandolim e do Zimbo. O trio paulistano excursionou por todo o Brasil e vinte países.
Por tudo isso (e algo mais) Amilton Godoy, agora em carreira solo, será muito bem vindo, hoje, sexta-feira, no palco do Sesi itapetiningano.

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