O Primeiro Crime

Eu me lembro que, quando era adolescente, gostava de saber quem era o primeiro. Aprendi que Manuel Botelho de Oliveira, baiano, foi o primeiro poeta do Brasil e ficou muito orgulhoso de ser “o primeiro filho do Brasil que faça publicar a suavidade do metro”. Explico, foi o primeiro brasileiro a editar poesias, isto em Lisboa, em 1705.
A Bíblia, que para os reformados é a única regra de fé e prática, afirma que o primeiro crime foi um furto. Depois, bem depois, Adonai deu para Moisés, o cronista da criação, dez mandamentos e, entre eles, este: Não furtarás.
Foi por causa de um furto que o homem foi condenado a morte, que se desdobra em três: morte física, espiritual e eterna. O homem foi criado para viver eternamente, mas morre por causa de um furto. Deus criou o homem a sua imagem e semelhança para manter com ele comunhão, porém, por causa de um furto, perdeu essa intimidade com o Ser Supremo. O homem foi criado para gozar da felicidade eterna, todavia até essa felicidade ele perdeu por causa de um furto.
Explico melhor: Quando Deus criou o homem, deu-lhe esta ordem: -“ De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. Não se sabe, quando o homem foi tentado para comer do fruto proibido. A sagrada Escritura afirma que o Demo, inimigo de Deus e do homem, se incorporou numa serpente que era o animal mais sagaz e tentou a mulher, com a seguinte pergunta: “É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? ” Satanás generalizou e a mulher, consertou a pergunta satânica, dizendo na sua resposta: “Do fruto da árvore do jardim podemos comer, porém do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais”. Se o Demo generalizou, a mulher acrescentou, dizendo que não era para tocar. Satanás, com a sua argúcia, categoricamente, afirmou: “é certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal”.
A mulher, cujo nome era Eva, viu “que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido e ele comeu”. A mulher furtou o fruto e comeu e o homem participou, comendo. Não morreram, fisicamente, na hora, mas no sentido espiritual e, como tal, surgiu a malícia, pois ambos notaram que estavam nus. Perderam a comunhão agradável e aprazível da presença divina e resolveram se esconder de Deus, quando ouviram a sua voz. Deus, que é amor, procurou o homem e este tentou se esconder do Eterno. Tal ato pecaminoso diminuiu o afeto entre o homem e a mulher, surgindo uma revolta contra Deus. Adão disse: “a mulher que me deste por esposa ela me deu da árvore e eu comi”. De lá para cá o crime que mais se comete é o furto e com ele o roubo, o sequestro relâmpago a adulteração dos pesos e das medidas e por aí vai.
Quem furta não tem amor ao próximo e a Deus.

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