Os feitos daqueles que viraram estátuas

O infindável número de pessoas que diariamente percorrem as ruas da cidade, deparam com figuras esculpidas ou moldadas em substâncias sólidas erguidas em ponto dos mais movimentados de Itapetininga. Imóveis, pétreas, insensíveis, indiferentes aos passos apressados dos que labutam diuturnamente em busca de uma vida melhor e mais saudável, e elas passam volvendo olhar para o significado ou o que representam as figuras, imobilizadas há dezenas de anos em logradouros ou praças públicas.
São estátuas, ou melhor, bustos de personalidades que em épocas passadas se fizeram presentes e alavancaram o desenvolvimento da terra em que viveram e tornaram conceituadas em grande parte do Brasil. Representaram um ente moral, dos mais qualifica-dos e festejados entre seus habitantes, tornando-os inesquecíveis.
Segundo o historiador José Luiz Holtz, “são centenas de homens da mais suma importância que horaram Itapetininga, em todos os setores, destacando-se na área política, social, econômica, industrial, educacional e esportiva, além das outras. Foram exemplos de cidadão da mais pura cepa”. Mas muitos deles são lembrados apenas em “pálidas páginas de livros didáticos e logo esquecidos sem muito interesse”. Não são fixados eternamente como os perpetuadamente em estátuas ou bustos, “imagens palpáveis e salientes para o público”, como acentua o historiador geneólogo.
Logo, entre as ruas Venâncio Ayres e Cezario Mota, em frente ao grupo escolar depara com a imagem esculpida em bronze do Major Fonseca, patrono do estabelecimento de ensino. Seu nome: Major Antonio Augusto da Fonseca. Político da cidade, comerciante e advogado, foi professor e residia no antigo prédio onde funciona a escola que ostenta o seu nome.
Na avenida Peixoto Gomide, a estátua de “Peixoto Gomide. Personalidade das mais influentes. Caso o visitante se disponha a conhecer o Largo da Santa Casa, vai se deparar com a estátua de Virgílio Rezende, médico oriundo de Laranjeiras, Sergipe, residente então na rua Campos Sales. Facultativo dedicado, foi um dos fundadores da Santa Casa de Misericórdia de Itapetininga, transformada em Hospital Regional. Virgílio Rezende faleceu em 1932.
No tradicional Largo da Matriz, desponta a estátua de Duque de Caxias, Luiz Alves de Lima e Silva, patrono do Exército Brasileiro. Herói da Guerra do Paraguai, consagrou-se como um dos mais brilhantes nas lutas civis, que agitaram nossa pátria durante os primeiros anos do Império, conseguindo pacificar as províncias.
Na atual Catedral, em uma de suas dependências sobressai-se o busto do Padre Antonio Brunetti, doutor em Teologia e Filosofia e que por 14 anos foi pároco da Igreja da Matriz, autor da bela e invejável Igreja Nossa Senhora dos Prazeres.
Volvendo à avenida Peixoto Gomide, proximidades do Fórum Velho, um monumento é amplamente visível: as estátuas de Fernando e Júlio Prestes, notáveis políticos que colocaram Itapetininga no cenário brasileiro e internacional com destaque invejável. Estão perpetuados graças a um movimento empreendido por cidadão como Mauro de Melo Leonel, Doutor Antônio Leme, Sebastião Vilaça, Othon Oris de Albuquerque e outros, sendo na época prefeito o agrônomo Ciro Albuquerque.
Foi inaugurado o Memorial do Cônego João Blóes Neto, o primeiro pároco da Nossa Senhora das Estrelas. Um obelisco, com seis metros de altura, em bronze, ostenta um meda-lhão com 60 centímetros de diâmetro com a figura do saudoso e estimado sacerdote. Ele foi responsável pela construção do Conjunto Assistencial Social Cultural das Estrelas, que resplandece na movimentada rua Virgílio Rezende.
O advogado José Ribeiro cujos conhecimentos históricos auxiliaram grandemente na produção da presente matéria, entende que “outras personalidades, representantes das múltiplas categorias, deveriam ser lembradas através de bustos ou estátuas, sistemas utilizados pelas urbes mais desenvolvidas do mundo. Opinião semelhante sempre foi compartilhada pelo comerciante e amante das artes em todos seus aspectos: Zécaborba Soares Hungria.

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