Os sinos que cantaram a dor e a alegria já não tocam mais

Os sinos chamam os anjos mensageiros celestes, segundo crenças antigas e rodas exotéricas atuais; algumas que encantam pela esperança. Os anjos certamente continuam guardando muitas pessoas, entre as quais me incluo, e confio. Mas pode ser que algumas tenham momentos de descuido porque não ouvem mais os sinos da cidade. Ou eles foram aposentados ou derretidos como a famosa taça “Jules Rimet”, ou abafados pela já ensurdecedora poluição sonora, preço que se paga pela ambição ilimitada, acrescida pela ignorância e desrespeito humano. Os anjos que correm o mundo, às vezes não estão nem aí, ouvindo os carrilhões — conjunto de sinos que eram tocados individualmente, como orquestra.

Nas madrugadas itapetininganas não se ouve mais o repicar dos sinos da hoje catedral, som que há trinta ou quarenta anos inebriava a população; não se escutam sons pontuais que ecoavam por toda a cidade às seis da manhã, ao meio dia e às seis da tarde evocando Ave-Maria. Os sinos ecoavam a dor e alegria – dobravam pelos mortos e festejavam a passagem de ano, atualmente abafados pelos fogos iluminam a noite da virada de calendário.

Desapareceu o bimbalhar, que se ouvia contrito durante as missas realizadas não só na antiga Matriz como em outras paróquias, como de São Roque, São João, das Estrelas, da Vila Santana, da Aparecida e das igrejas de Santo Antônio, do Rosário, das vilas Arruda, Bartazar, Orestes, Santa Terezinha, São Paulo e das pequenas capelas.

Lembremos que quando o mundo entrou na Revolução Industrial, época do barulho, do som artificial, lá estava o sino na locomotiva (como na antiga Estação Ferroviária local) que anunciava a chegada do trem e dava o sinal da partida ao terceiro repique. E as sinetas que davam o aviso de entrada e saída dos alunos das escolas. Todos perfeitamente audíveis a uma distância de vários quilômetros e que deleitavam todos os seres humanos.

Permanente na história, os sinos vieram da China e são considerados instrumentos musicais. Muito caros e difíceis de tocar; para eles, conforme registros, compuseram Cherubini, Wagner, Strauss e Mahler, sem contar os “anônimos mestres do badalo e do martelo, verdadeiros profissionais movidos pela fé”. Na Grécia antiga, o repicar de sinos anunciava a chegada do peixe fresco e, em tempo de guerra, que os inimigos se aproximavam. Nas cidades medievais também alertavam para ataques de oponentes, e depois, o alarme de incêndio.

Ainda haveremos de ouvir o repicar dos sinos de todos os Templos de Itapetininga, porque não é preciso ser católico para ouvir e sentir a união e a paz que provocam, pois, o som purificador que emitem chama os anjos que, mensageiros do bem, podem ajudar no entendimento entre os homens.

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