Paulo, o Ministro, foi preso

– Tudo é possível, mas prender um homem como Paulo é um absurdo, disse Marcos. – Algemaram-no sem razão, disse Lucas. – Não havia motivo para prendê-lo, disse João. – Onde está a humanidade? – Que religiosidade é essa? As objeções eram muitas e as interrogações eram variadas. Ninguém se conformava. No interior do Estado gozava de muito prestígio e agora estava preso.
Paulo estudara aos pés de Gamaliel, doutor da lei e membro do sinédrio. O doutor era filho de Simeão e neto do famoso rabino Hilel. Era líder da escola liberal dos fariseus, em oposião ao ramo mais conservador dos seguidores de Shamai, outro rabino famoso.
O ministro fora preso. Encarceraram-no. Por que tiraram a sua liberdade de ir e vir? A notícia logo correu na pequena cidade de Filipos.
Lucas, médico, disse que tiraram a sua liberdade, porque havia curado uma jovem. A moça, todos os dias, seguindo a Paulo e os seus companheiros, clamava, dizendo: “Estes homens que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo.”
Era uma verdade que ela dizia, mas uma verdade que não vinha dela, mas do espírito de adivinhação. Em vez de contribir, destruia, incomodava, perturbava. Ela era escrava do espírito e dos homens. Como serva dava lucro aos seus senhores, mas vivia, também, perturbada, intranquila e afligida.
Depois de muitos dias, Paulo, sendo seguido por ela, voltou-se e disse ao espírito que a dominava: “Em nome de Jesus Cristo te mando que saias dela.” O historiador sacro afirma que na mesma hora ele saiu.
Os escravocratas, que aproveitavam da moça, vendo que a esperança do seu lucro estava perdida, prenderam Paulo e Silas. Os dois foram lançados numa masmorra de Filipos. Não haviam assassinado, furtado, apenas libertaram uma jovem da escravidão.
Na penitenciária, no entanto, oravam e cantavam hinos compostos pelo rei Davi. Os outros presos os escutavam com alegria e prazer. De repente houve um terremoto e os alicerces do cárcere se moveram e as portas foram abertas.
Com o barulho o carcereiro acordou e vendo as portas abertas, desembainhou a espada e ia se matar, quando Paulo gritou: “Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos.”
O homem da lei, todo trêmulo, prostrou-se ante Paulo e Silas e interrogou-lhes: “Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar?”
Eles, os discípulos de Cristo, responderam: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo tu e a tua casa.”
Paulo, o Ministro do Evangelho, salvou uma jovem do espírito maligno e, além disso, ensinou para todos como se pode ter a salvação.

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