Quando os prédios desabam

Graças ao Poderoso, a cidade pouco teve estragos provocados por acidentes ambientais como ventos avassaladores, chuvas torrenciais ou enchentes dos rios.
Mas há questão de tempos remotos houve vários desabamentos de telhados em diversas habitações ou outras construções.

Um dos primeiros foi o desabamento do pátio que servia para apresentações da Paixão de Cristo, durante a Semana Santa. Esse pátio foi preparado pelo saudoso Grupo Arco Iris, sob a responsabilidade do então diretor do Departamento de Cultura da municipalidade José Luiz Pedroso Balint, com elevados gastos.

Na véspera de da apresentação da peça naquela dependência, com capacidade para mil pessoas, o telhado ruim, embora o prédio contasse com menos de 36 anos de construção. O drama da Paixão de Cristo vinha sendo apresentado há 20 anos em Itapetininga e antes, toda a movimentação tinha como cenários as ruas da cidade. O prefeito da época executou a reforma total do prédio, transformando-o em um espaço destinado a todas as manifestações culturais do município.

Aquele foi o terceiro prédio de Itapetininga que, servindo para apresentações artísticas, tinha seu telhado ruído. O primeiro foi o do Grêmio Estudantino Fernando Prestes, na rua Campos Sales. A cobertura desabou em cima do palco, logo após a apresentação da peça Ciclo da Escravidão, dirigida pelo então estudante, Fuad Abrão Isaac, e encenada pelo Grupo Rosa do Povo. Não houve vítimas e o prédio foi totalmente reformado 15 anos depois, servindo hoje como a Biblioteca Municipal.

Outro desabamento, registrado há mais de 40 anos foi o anfiteatro da Escola Agrícola Edson Galvão, no bairro do Capão Alto (depois presídio e atualmente escola novamente)
Servindo também como cinema e teatro, o telhado ruiu, ficando descoberto em toda sua extensão, na ocasião funcionários tiveram pequenos ferimentos sem grande dole.
Mais um fato, lembrando que consta da história de Itapetininga, refere-se a construção de onde hoje funciona a Loja Maçônica Firmeza, no Largo do Rosário. Foi erguido no final do século dezoito e passou a denominar-se Theatro São João~. Na época um dos trabalhadores da obra, um negro de rara habilidade arquitetônica, exímio músico e líder comunitário, Mestre Florêncio, desapareceu misteriosamente, e “jamais alguém soube de seu paradeiro”, conforme jornais da época.

O prédio onde naquele ano não se realizou a Paixão de Cristo também foi reconstruído e hoje é o Auditório Abílio Victor.

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