Quem sabe faz a hora

“Caminhando e cantando e seguindo a canção” esta foi a última frase do discurso do então Ministro da Justiça Flávio Dino (que irão ocupar um cargo no Supremo Tribunal Federal) na solenidade da semana retrasada em que ele, Flávio estava passando o bastão (como se diz) Ricardo Lewandowski, ambos indicados pelo presidente Lula. O pessoal de maior idade (bem maior!) lembra bem da canção “Pra não dizer que não falei das flores” ou “Caminhando”, música da segunda metade do século XX e continua sendo (bem) ouvida no atual. Geraldo Vandré compôs está música para o “Festival Internacional da Canção” uma disputa sonora entre vários países, produzidos pela TV Globo, realizados durante a semana sempre no Maracanãzinho, No Rio de Janeiro. Na tentativa de classificação, Geraldo Vandré, acompanhado somente de seu violão foi chegando as finais para representar o Brasil no certame. Isto poucas semanas antes da decretação do terrível A5 (13/12/1968)decretado pelos ditadores de plantão representantes do Exército, Marinha e Aeronáutica. O presidente ditador Costa e Silva tinha sofrido um AVC e o destino do Brasil ficou sobre o comando destes três representantes das Forças Armadas. O Ato5 acabava com toda e qualquer liberdade individual. Daí começaram as torturas mortes de quem era contra a ditadura militar.
Mas, voltamos ao Festival. O final nacional foi emocionante (muito!) pois o júri escalado pela TV Globo recebeu ordens de classificar em primeiro lugar a música de Vandré apesar dela ser cantada por milhares de presentes junto com o cantor e compositor. A alegação é que “Caminhar” era subversiva pois pregava a luta de classes, quando era justamente o contrario pois pedia um pouco de paz. Quem ganhou a final foi “Sabia” de Chico Buarque e Tom Jobim, mas a plateia não aceitou o resultado vaiando-a por muitos minutos, apesar da presença de Chico e Tom no palco. A música de Vandré foi gravada, muito tocada nas rádios, mas com o Ato5, proibidíssima e o compositor dela foi aconselhado a sair do Brasil imediatamente pois corria o risco de vida. Daí ele fez uma peregrinação pela América Latina, depois Europa, só voltando para seu país em 1973 mas já não se apresentando mais em público. E a ditadura ordenou a mídia que não publicasse nada sobre ele. Mas “Caminhando” ficou como um hino de resistência e tornou-se um ícone. Tanto que Flávio Dino encerrou suas palavras com uma frase dela.

 

Se fato é foto…
O Itapetiningano Felipe de Campos Vieira (engenheiro agrônomo) atualmente residindo em São José do Rio Pardo com sua filha Mariana ao lado de sua enteada Olívia e esposa Nara Vieira.

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