RADICALISMO E VIOLÊNCIA

Seitas e grupos radicais frequentaram a história da humanidade, em seu milenar percurso.
As cruéis manifestações de fundamentalismo, com a degola e queima de pessoas, gera imagens aterrorizantes, agora difundidas pela mídia. É difícil entender a convicção pessoal que leva militantes e adeptos a atos de tamanha barbárie.
Guardadas as devidas proporções, tais atos podem ser notados nas manifestações e enfrentamentos de torcidas, quando pessoas que levam uma vida normal são transformadas em verdadeiros monstros, desrespeitando vidas e patrimônios que ousam ter alguma relação com o time adversário.
A imagem de uma pessoa recheada de explosivos, morrendo voluntariamente para gerar mortes alheias e assim espalhar intranquilidades, não deixa a menor dúvida de sua profunda crença e convencimento.
A situação é tão grave que governos tentam impedir que jovens se desloquem a regiões distantes, para atuação em grupos radicais. Policiar mentes e intenções é tarefa quase impossível, que ocupa serviços de inteligência em todo o mundo.
O mundo anda repleto de líderes que fomentam o ódio, ensinando ideologias que possuem o condão de perenizar mandos e influências. A obediência cega e o convencimento absoluto é o sonho de todo ditador ou governante exótico e personalista.
As ideologias são disseminadas por versões simplistas, de fácil digestão, administradas em doses contínuas, que culminam com o isolamento cultural. Iniciados não leem jornais e revistas, nem ouvem argumentos partidos de quem foi identificado como adversário, em seus lacrados e induzidos convencimentos.
Com seu isolamento cultural, o iniciado passa a conviver e dialogar livremente com pessoas igualmente colonizadas, aprofundando ressentimentos e julgando que sua desumana ideologia é compartilhada por uma multidão. O radical entende sua missão como justiceira e divina.
No contexto mundial, o novo Papa figura como uma liderança capaz de agregar e disseminar valores que não geram ódios ou enfrentamentos.
Os radicalismos encontram terreno fértil em ambientes socialmente injustos, em meio a práticas de corrupção e governantes personalistas, incapazes de suprir as necessidades básicas da população. Radicais que lutam por honestidade e justiça social chegam a glorificar líderes, ainda que notoriamente desonestos e injustos.
Só governos honestos, democracia e ambiente de liberdade de expressão podem conter a disseminação de radicalismos violentos. A educação não ideologicamente orientada e a oportunidade de interação social, a todos, é o melhor antídoto contra a barbárie ideológica.
Ainda que perfeita, toda sociedade possui compartimentos, ambientes e pessoas que disseminam ódios e idiotias. Qualquer radicalismo pode permanecer oculto, mas não raro pode ser percebido no ambiente familiar.
Radicais são, por natureza e cultura, infelizes. Para eles, a humanidade é uma boiada, a ser tangida como uma massa qualquer, forçada a viver segundo seus justiceiros e simplistas princípios.

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