Revival dos nossos talentosos cantores

Houve um tempo, não muito distante assim, em que famílias, de todas categorias sociais, não só de Itapetininga como centenas de cidades, sentavam-se ao redor de grandes mesas e ouviam enternecidamente o indefectível rádio. Eram aparelhos adquiridos nas casas especializadas de Humberto Franci, Osvaldo Piedade, Rainha do Sul ou Ciro Cheque. De marcas variadas, importados, potentes com até 16 faixas, ecoavam músicas de gêneros diversos, salientando ritmos como samba, Fox, boleros, choros, valsas e até óperas.
Não sem razão é que todos ouviam músicas, uma vez que o Brasil é, sem dúvida, um país de cantores. Pura verdade. Desde Ademilde Fonseca (ainda vivíssima), a primeira mulher a se atrever num chorinho, às grandes divas da era do rádio, Elizeth Cardoso, Dalva de Oliveira, Marlene, Emilinha Borba, Aracy de Almeida, as irmãs Linda e Dircinha Batista, Nora Ney, Isaurinha Garcia, Silvinha Telles, depois Elis Regina,Gal Costa, Maria Bethania e uma lista infinita que reverberam as ondas hertizianas.
Voltemos um pouco no tempo e encontramos muitas cantoras compositoras. Como a pioneira Dolores Duran, a sombria e maravilhosa Maysa, a dama respeitável do samba Dona Ivone Lara, seguindo o fio da meada Marina Lima, Ângela Ro-Ro, e ainda Adriana Calcanhoto, Marisa Monte, Zélia Duncan e a expoente máxima dessa geração – que nunca admitiu uma autoria, mas que fez uma enorme diferença de todos os tempos, Cássia Eller.
No entanto, alguém pode perguntar: e os cantores? É justo dizer que esse País é deles. Francisco Alves, o rei da voz (para lembrar, naqueles tempos, na Rádio Nacional do Rio, todos domingos ao meio dia, a locutora anunciava, ao som das 12 badaladas os ouvintes encontram-se com Francisco Alves o Rei da Voz), Orlando Silva, o cantor das multidões – que tinhas as roupas rasgadas pelas fãs durante sua apresentação. O charmoso Mario Reis, e primeiro cantor de microfone, que ao contrário de outros ídolos, tinha voz pequena e sussurrante. E Ciro Monteiro? Que suingue, que compasso, admirado até hoje por Chico Buarque. E o grande Jamelão, arrastando Escolas de Samba com aquele vozeirão. Também Cauby Peixoto! Esse o último dos galãs de rádio ainda na ativa e brilhando com grande emotividade. Perguntem a Leomira Nunes e seu grupo “Vamos ao Teatro”, que assistiram a peça sobre o imortal Cauby Peixoto, na capital paulista. E João Gilberto, que resgatou Mario Reis e criou sua famosa batida no violão, a bossa nova ( ele completou 80 anos neste ano e encara uma tourne por todo Brasil e mundo, com ingressos esgotados antecipadamente)
E entre nossos cantores existe igualmente uma grande diversidade de estilos, até no mesmo gênero. Paulinho da Viola com aquela realeza e profundidade suave e Martinho da Vila, com a malandragem simpática e sincopada. Luiz Melodia com sua eterna voz jovem. Emílio Santiago .Ney Matogrosso, cantor por excelência, criador de clássicos eternos. Eterna também são as vozes de Caetano Veloso e Milton Nascimento, assim como Chico Buarque de Holanda e outros que estão surgindo e se impondo no cenário artístico.
Agora em Itapetininga se notabilizaram Almir Ribeiro, cuja fama atravessou fronteiras, ou nosso Teddy Vieira, criador de centenas de sucessos; Pedrinho Santos, marcando época em São Paulo, Santos e outros estados; com pleno êxito tivemos as vozes e interpretações de alto nível dos cantores Orlando Scot, Jorge Ravacci, Zizinha Gurgel, Alzirinha Camargo, Aguinaldo e Tereza – A Voz do Morro, Duo Auri-Sol (Wilson e Tereza), Marcia Lisboa, Tereza Batista, Fião, a sempre lembrada e ainda em atividade, Margô Piedade, esposa do saudoso Paulo Novaes.
Jair Badin, Nego Guedes, perfeito imitador de Jorge Veiga – o caricaturista do samba. Atualmente com brilho indiscutível Rafael Altério, Breno Ruiz, Bob Vieira, Tiago Buiu, Bruno Bella, Zezinho, Darci das Seis ,João Alcindo, as cantoras Kátia Baroni, Leila Santos, Paula Moraes e Larissa, Inaê, entre tantos outros artistas, que nos desculpamos por não lembrar.
O Brasil, como Itapetininga, nas devidas proporções, não é só o país das cantoras e cantores, mas sem contestação um país e uma cidade da canção.

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