Rosa tagarela!

Culpa de “Zás-trás”, minha mula-voadora! Não fosse a danadinha empacar bem em riba de um anel de Saturno, jamais minha cavalgada tomaria rumo tão estranho… E mula empacada é coisa séria, minha gente! Não tendo outra saída, como bom cavaleiro que sou, deixei que a muarzinha seguisse o rumo que quisesse… Ai de mim: a malvada acabou aterrissando num planeta esquisito que só vendo, onde vivem plantas falantes!
E, o mais grave, a minha chegada naquele cafundó do universo aconteceu justamente quando havia uma assembleia floral… Um jacarandá fortudo me deu as boas-vindas, disse-me com voz tonitruante, que eu podia ficar à vontade, que o seu povo sabe por intuição, quem é amigo do verde e eu era muito querido no lugar, todas as espécies liam minha coluna no jornal!
Carvalho, castanheiro, cedro, sibipiruna… Todos tinham ali o seu representante e, como “cochicho farfalhavam”! Nossa! A acácia, a tulipa, o malmequer… Que maravilha! Porém, a que mais chamava atenção era uma rosa! Isso mesmo, estimado leitor, uma rosa! Não porque fosse bonita, mas por ser tagarela! Até então, eu conhecia a rosa branca, a vermelha, a azul, a champanhe… Mas essa? Eca!
Não era uma rosa deslumbrante, como a gente vê nos sete cantos das galáxias… De jeito nenhum! Era uma “rosona” feia, mal desenhada pela mamãe natureza, de corpo espinhento, gorducha, olhos arregalados, careca, bocuda… Era tão feia que suas pétalas eram cinzas e murchas… Perfume? Nenhum! Inodora ao extremo! Mas, como falava! Talvez ela julgasse que tinha voz bonita, mas o seu falar era tão somente um esganiçado sem graça alguma… Coitadinha! Muitos, entre os outros vegetais, ali presentes, tapavam os ouvidos…
Bastava uma planta porta-voz de sua classe pedir a palavra, que a bocudona blablablá! E o seu discurso nada acrescentava à comunidade, apenas enchia linguiça… A mandrágora tentava discursar, mas ché, a rosa tagarela pegava o microfone e: “meus nobres pares…” e tascava o verbo, melhor, a lenga-lenga… A “plantaiada”, ouvia, ouvia quietinha, por educação, mas lá no seu íntimo, rezava para que uma praga apocalíptica provocasse uma dor de barriga tão forte, mas, tão forte, que a rosa tagarela nunca mais abrisse o bocão!
Eu assistia a tudo comovido, mas “Zastrazinha” fez sinal que tava na hora de partir… É pra já, pensei comigo! “Nunca mais eu quero ouvir essa rosa faladeira”! Credo em cruz!
E fui…

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