Será que Jesus seria Cristão?

Miguel Rizzo, eminente paladino presbiteriano, no seu livro, “Manto de Púrpura”, destacando as características de um cristão autêntico, narra a história de John Wilkes. Eis o resumo:
No reinado de Jorge III da Inglaterra, surgiu um partido liberal, fundado por John Wilkes, cujo nome era wilkista. John era um patriota, chefe valoroso, homem de convicções nobres, bondoso, tolerante, defensor da liberdade. Logo que o partido foi fundado, os seus seguidores se tornaram violentos e injustos.
Wilkes, doador do nome ao partdio, vendo que o seu objetivo havia mudado, mais do que depressa, procurou o rei e, diante de sua majestade, declarou: “Eu não sou mais wilkista.”
Há muitas religiões, denominações, ordens e seitas, algumas estatais, históricas, todas arvorando a bandeira do cristianismo. Os fiéis ou membros de tais agremiações afirmam que são felizes por serem ou pertencerem a tais e tais grupos. Surge, agora, a pergunta: Quais são as características de um verdadeiro cristão, independente do grupo?
Eis algumas: O discípulo de Jesus, nos primórdios, precisava ser fiel, honesto, corajoso e mártir. Jesus, assim como seus apóstolos, ensinavam que o cristão é uma pessoa que se arrepende de seus pecvados, ouvindo a prédica do Evangelho, portanto deixa tudo para seguir o Mestre; renuncia-se a si mesmo; não é cheio de si. O cristão tem sede de justiça; é misericordioso; é puro de coração; é pacificador; é o sal da terra, perdoa os seus inimigos, não se apega as coisas do mundo; tem confiança na providência divina, procura o reino de Deus e a sua justiça; não julga temerariamente, não se contenta em ouvir as palavras de Jesus, mas coloca em prática. Além de tudo isso, confessa que Jesus é o Filho de Deus, o único Mediador entre Deus e os homens. Luta, heroicamente, contra os seus próprios pecados. Não é pedófilo. Não é adúltero e faz frutificar os seus talentos. O discípulo de Jesus é tolerante e ama o próximo. Não é maldizente, não cria problemas na igreja e não carrega cestinhas de contendas de casa em casa e respeita a autoridade eclesiástica. Anda decentemente e não há necessidade que o embaixador de Deus diga que no templo não há piscina e nem praia.
Rizzo afirma que depois que o nome cristão deixou de designar as qualidades acima e aumentadas por mim, tomando como base o evangelho, o mundo pagão passou a ver aqueles que tinham o nome de cristãos, cometendo as maiores iniquidades, tais como: explorando escravos, promovendo guerras injustas, tecendo intrigas diplomáticas, ateando as fogueiras da inquisição, pronunciando palavras de baixo calão, mentindo, furtando, subornando e perseguindo as minorias que não pensam do mesmo jeito.
Se Jesus viesse ao mundo hoje e vendo os abusos que se fazem em nome de sua religião, diria: “Se isso que aí está é cristianismo, eu não sou cristão.”

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