Será que vai ter graça?

Pelo menos no momento em que escrevo está Coluna (19/01) a prefeitura municipal de São Paulo com as escolas de sambas paulistanas está reunindo-se para resolverem como será o desfile de carnaval no Sambódromo local possivelmente no final de fevereiro. Tal desfile da escola de samba será o único movimento ou vestígio do carnaval de 2022, já que o movimentadíssimo carnaval de rua da cidade de São Paulo está proibido devido a nova onda pandêmica. Possivelmente haverá bailes particulares indevidos, mas até agora este quesito ainda não foi discutido. Oficialmente, somente as apresentações das escolas, desde que cumpram determinados protocolos propostos. Um deles, todos os participantes (mesmo os que irão assistir) deverão mostrar seus cartões de vacinados (as três doses). Os menores de idade, dezoito até doze anos, uma ou duas doses. Abaixo disso, não participaram. Outro protocolo: Os integrantes de cada escola (de samba) deverão chegar só até mil e quinhentos. Bem diferente do período pré pandemia quando os componentes de cada agremiação carnavalesca chegavam até quatro, quatro mil e quinhentos foliões em seus cordões. E é com essa quantidade estávamos acostumados a ver (pela televisão principalmente).
Eram alas que não acabavam mais dependendo dos temas. E tudo, geralmente, muito organizado, parecendo que aconteceram muitos ensaios para isso. E geralmente, cinquenta por cento dos desfilantes nunca tinham ido a uma roda de samba, nem as reuniões dos ensaios das escolas. O turista internacional não sabe disto e acha que houve um tempo enorme de preparação. Ledo engano.
Outra exigência do protocolo sanitário é o uso de máscaras próprias no desfile (também na plateia). Apenas o puxador vocal do enredo e sua equipe, mas a porta-estandarte e o mestre-sala poderão deixar de usa-las. Em se tratando do uso delas não será muito estranho, pois desde Carnaval de Veneza, Itália (ou bem antes disso) a máscara é o rosto dos festejos momesco. Só que a sanitárias tapam a boca e ela (boca) é imprescindível para que o canto saia límpido, cristalino, audível, necessário para que se entenda o que o enredo propõe. Tudo bem, existe o “puxador” e seu coro cuja as vozes através de recursos tecnológicos atravessam o Sambódromo. Mas o canto dos desfilantes irá ter dificuldades de ser ouvido. Aliás os puristas e críticos reclamam que mesmo sem máscaras, as vozes dos carnavalescos saem prejudicadas pois o “puxador” (através dos citados recursos tecnológicos) atravessa toda a avenida, impedindo que outras sejam ouvidas.
Outra exigência sanitária: a plateia deverá ser ocupada por apenas setenta por cento da assistência total. Não será um Sambódromo lotado. A ala infantil que tanta abrilhanta o desfile (o futuro) também será fruto da exigência de vacinas.
Será um carnaval diferente, meio “sem clima”, mais carnaval. Em 2021 não houve e em 2020, por pouco que houve (a pandemia chegou em março, poucos dias após o termino da festa). Mas, mataremos a saudade via televisão tantos dos desfiles do Rio de Janeiro, como de São Paulo. Para quem gosta já é alguma coisa.
No caso do Rio, onde também não haverá desfile de rua televisionados principalmente pela Globo News, deixaremos de ver a lírica e tradicional “Banda de Ipanema”, que leva milhares de foliões cantando as imorredouras marchinhas carnavalescas das décadas de 1940 e 1950. E também o bloco “Simpatia é quase amor” com seu repertorio autoral.
Que pena!

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