TEMOR OU RESPEITO

A esmagadora maioria dos brasileiros não confia na polícia, revela recente e preocupante pesquisa.
A rigor, a confiança popular parece confinada aos Correios, rádios, exército e umas poucas igrejas. Políticos lideram a desconfiança popular.
O brasileiro têm motivos de sobra para não nutrir grande apreço pelas estruturas públicas que o cercam. O hospital vive em crise, o Pronto – Socorro lotado e pouco prestativo, os alunos pouco aprendem, a Justiça tarda, o transporte coletivo é cadavérico, o saneamento incipiente, as ruas esburacadas e as notícias de corrupção, assaltos ao erário e impunidade são diárias.
O aumento da criminalidade e da violência urbnana, bem como o avanço das drogas, são creditados à ineficiência do aparato policial. Muitas vezes, o policial que prende é tido como a autoridade que solta, e mentor das leis que protegem o menor criminoso.
Nas periferias, brancos, pardos e negros, pobres, relatam espancamentos e informalidades violentas, agora mais contidas por imagens de câmeras disponíveis na maioria dos bolsos pátrios. As imagens desmentem versões e ensejam punições as mais diversas.
Policiais seguem ordens do poder Executivo, responsável pelo treinamento, estruturação, salários, instrumentos de serviço, prioridades, promoções, punições administrativas, incentivos e inibições. Pode promover ou degringolar o aparato repressivo ou investigador.
As ineficiências da polícia refletem políticas e práticas de governo, salvo ocorrências isoladas de personalidades doentias, presentes em qualquer campo de ação humana. Há policiais honestos e exemplares, e policiais que se aliam a criminosos.
Diminuem, cada vez mais, a violências, arbitrariedades e abusos de poder, mas a criminalidade segue crescente. Na polícia, músculos, equipamentos e cérebros devem atuar em conjunto, e o só o aumento da participação de equipamentos e cérebros, com o apoio de músculos, pode aumentar a eficiência do contingente.
O policial tem família, gastos, angústias e quereres comuns, devendo, além de salário digno, receber treinamento que vai do preparo emocional a noções de direito e cidadania. Sem incentivos, compensações, treinamentos e limites, a profissão só rende melhorias sociais em caso de extremada condição de sacerdócio.
As policias ainda pouco se comunicam, e muitas vezes competem entre si. A inteligência policial pouco atravessa os limites dos estados, e a colaboração recíproca ainda engatinha.
Contingentes preciosos dedicam-se a atividades administrativas, outros vigiam presos ou os conduzem aos fóruns, desfalcando a atividade – fim.
Policiais, que sempre foram temidos, buscam agora serem respeitados, e só serão eficientes na exata medida da eficiência dos governos, que os comandam.

Últimas

CORREIO POLÍTICO 997

CORREIO POLÍTICO 997

Exército Após o final do prazo para a filiação de possíveis candidatos, continua a corrida atrás de partidos políticos. Um número maior de partidos traz mais candidatos a vereador e...

Itapetininga tem quase 300 casos de dengue confirmados

Cidade registra 450 casos de Dengue em uma semana

Itapetininga registrou 450 novos casos de Dengue em uma semana. Ao todo, a cidade confirmou neste ano 1.531 casos positivos da doença. Um único caso de Chikungunya foi identificado em...

Queimadas aumentam em mais de 30% em 2024

Queimadas aumentam em mais de 30% em 2024

Em Itapetininga, nos primeiros quatro meses do ano, houve um aumento de 30% nos registros de queimadas em comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com os...

mais lidas

Assine o Jornal e tenha acesso ilimitado

a todo conteúdo e edições do jornal mais querido de Itapetininga

Bem vindo de volta!

Faça login na sua conta abaixo


Criar nova conta!

Preencha os formulários abaixo para se cadastrar

Redefinir senha

Por favor, digite seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.