TRÂNSITO PERIGOSO

Milhares de feridos e centenas de mortos são, outra vez, o triste resultado de mais um feriado prolongado.
Embora muitas estradas estejam em mau estado, a maioria dos acidentes ocorre por irresponsabilidade dos motoristas, com suas ultrapassagens perigosas, velocidades excessivas, embriaguez e outras peripécias. Por pior que seja, dificilmente a estrada, sozinha, causa acidentes.
O licenciamento eletrônico de veículos, sem que o órgão responsável verifique o estado de freios, pneus, luzes e outros componentes, permite que cacarecos inseguros transitem livremente, até em velocidades não apropriadas. Álcool e drogas também embalam motoristas, rumo à tragédia.
As estradas brasileiras presenciam desfiles de grife, com carrões desfilando potências e performances. Motoristas, muitos, consideram ofensa grave qualquer ultrapassagem, e tentam impedí-las.
O cinto de segurança é, para a maioria, incômodo que atinge tão somente os ocupantes da primeira fila, e raramente utilizado por passageiros de ônibus. Bregas, pobres ou ricos, transformam os deslocamentos em verdadeiros piqueniques, expremendo os motoristas com um vai e vem de refrigerantes, salgadinhos, bananas, frango, farofa e muita música.
Faróis altos são mais armas de guerra que equipamento para visão, e buzinas substituem xingamentos. Em alguns estados do norte e nordeste, animais perambulam livremente, e esquecem o nome do proprietário, quando causam acidentes.
O brasileiro médio parte para o trânsito como quem vai para uma batalha, e são comuns as mortes e espancamentos por desentendimentos banais. Nas estradas não pedagiadas, os banheiros são cortesias de postos, lanchonetes e restaurantes, e os usuários aprendem a difícil arte de andar e permanecer nas pontinhas dos pés.
Existem firulas e frescuras as mais diversas, como a necessidade de alertar para a proximidade de radares, mesmo que a via esteja repleta de indicadores de velocidade máxima. O brasileiro tem o péssimo hábito de não manter a devida distância do veículo da frente, e caminhoneiros são especialistas em manter o motorista da frente com os olhos fixos no retrovisor.
Motos circulam com caronas, em operação que ofende até o mais primário senso de segurança. Para nossas normas, um passageiro de ônibus, com cinto de segurança, viaja tão seguro como um carona de moto, que mal tem onde segurar.
Pontos de ônibus, quase sempre mal situados, entulham o acostamento de pessoas, em permanente exposição a atropelamentos. Pedágios continuam com valores injustos, não raro cobrando o mesmo preço para distâncias diferentes.
O trânsito pouco flui nos feriados prolongados, e há ocasiões em que a permanência nas filas é mais duradoura que a estada no local de destino. Obras de duplicação, em vias com pedágio, são concluidas com extrema e irritante lentidão.
Não raro, manifestações populares bloqueiam estradas, com reivindicações óbvias, alertando para carências e ocorrências absurdas. Segundo estatísticas acreditadas, jamais foi registrada qualquer manifestação contrária à CPI da Petrobrás.

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