Tropicão de um destemido (na calçada do inferno!)

Andava eu, lá pras bandas da Rodoviária em direção à farmácia pra comprar meu Losartan… Caminhava a passos lentos, distraído barbaridade, encafifado que só vendo e, de repente, o planeta parece ter um chilique… Isso mesmo, querido leitor, a Terra tem um surto cósmico e a calçada na qual eu andava, aproxima-se com a velocidade da luz em direção ao meu rosto!
Sinto que meus pés não estão mais onde deveriam e um tapete de cimento vem vindo, vem vindo… Ai, meu Jesus Cristinho! No meio do curto-circuito cerebral, apelo a todos os santos e invoco meus avózinhos que habitavam cavernas, davam estilingada em pterodáquitilo, faziam bolinhos de Tiranossauro-rex e que, um dia, descobriram o fogo!
Na mesma milionésima fração de micro-segundo, no meio da queda, meu ancestralzinho bicharedo de sabido, dá uma sacudida nos neurônios do velhinho aqui… Num passe de mágica quântica, minha perna direita se estica para diante e bate forte no calcário… Ao mesmo tempo, meu esqueleto, obra-prima da evolução humana, apruma-se, em pose de “sentido”!Ufa!
Pronto! Não foi desta vez que vez que eu beijei o chão, isso é coisa de papa! O Benedito aqui prefere oscular outras superfícies… Imóvel, após o quase-tombo, surpreso com a agilidade de minha ourivesaria óssea, digo pra mim mesmo: que beleza, cheguei aos sessenta anos ágil talqualzinho serelepe! Muito obrigado, Divino-Santo-Pai! E, muito obrigado- dona Vitória Augusta, minha santa mãezinha – pelas colheradas de “óleo de bacalhau”, mingau de aveia e salada de espinafre!
Passado o susto, pus-me a pensar: quem toma conta de nossas calçadas? O prefeito, a Câmara, o Green Peace? Quem? Certas ruas nesta cidade têm calçamentos tão malfeitos, que lembram cordilheiras… Bem em frente ao shopping, por exemplo, o espaço destinado aos transeuntes parece Obra de Terror! Alguns inquilinos esticam a descida da garagem até a via pública e o passadouro fica inclinado! Certos moradores não conhecem a definição de linha horizontal, de reta, de segurança… Cada um faz o que quer e o pedestre que se lasque! Aliás, que tropique e se esfole à vontade… Nossos “passeios” têm um quê de arapuca! E salve-se, quem puder!
A coisa tá feia – meus confrades – feia mesmo! O que antes era calçada, agora é “mata-gente”!

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