Uma escola que não deve ser esquecida

Quando ocorria a agradável estação primaveril do ano de 1966, antecipando o Natal daquela época, inaugurava-se a primeira escola Superior de Itapetininga, com repercussão em todo estado de São Paulo, em especial na região Sul Paulista.

Pode-se considera-la como a pioneira no gênero , porquanto a decantada Escola de Farmácia e Odontologia havia sido fechada por motivos até agora completamente ignorados.

E o tradicional e sério jornal “O Estado de São Paulo”, em sua página central , com grande destaque, noticiava a instalação do educandário, a primeira faculdade desta cidade, cognominada “Terra das Escolas”, em razão da existência da valorosa Peixoto Gomide”, conhecida e reconhecida em todo país. O jornal paulistano, comentava, em sua coluna, com grande propriedade, que “a cidade aumentava seu patrimônio cultural, com a instalação da novel escola que iria engrandecer o valor do município e região”. Completava: “a faculdade ampliaria o leque de uma área do Estado, denominada então de “REGIÃO DA FOME”.

Com efeito, com pompas e circunstâncias, o município, tornou-se ainda mais conhecido , porque, além de estudantes locais, jovens provenientes de dezenas localidades passariam , como passaram, a estudar naquela escola.

O fundador e responsável pela iniciativa, advogado, contador, ex vereador, ex-prefeito e posteriormente deputado estadual, foi o descendente de libaneses, José Ozi, cujos pais, Jorge e Maria Ozi, haviam desembarcado no Brasil no longínquo 1915. Aportados primeiramente em Alambari e posteriormente em Itapetininga.
José Ozi, então mito jovem e dinâmico em quaisquer atividades, vibrava de emoção com instituição da denominada Associação de Ensino de Itapetininga, primeira Escola Superior nesta região.

Professores de alto gabarito passaram pela instituição nos que s cinquenta anos que formou mais de 25 mil jovens e adultos. Filosofia, Ciências Sociais, Ciências, Matemática, Pedagogia, Contabilidade, Administração de Empresas, Ciencias da Computação, História, entre outros. Com sua sagas sabedoria e visão, construiu o Campus universitário, na Vila Barth, em moldes funcionais, motivo de orgulho e onde se realizava periodicamente “palestras e conferências, a cargo de categorizados mestres, políticos, artistas, esportistas e outros”

José Ozi e posteriormente seu filho Omar Ozi, criaram um espaço democrático , que no ]auditória da faculdade estiveram presentes personalidades como Janio Quadros, Paulo Maluf, Antônio Ermírio de Moraes, Araripe Serpa, Fernando Henrique Cardoso, Eduardo Suplicy, Aloizio Mercadante, José Dirceu, entre outras figuras de relevo, além da presença de astros como Lady Francisco, Tarcísio Meira, Moacir Franco e o fabuloso sociólogo Oracy Nogueira, que também lecionou na faculdade durante alguns anos.

A faculdade formou sua última turma no ano de 2015, e num dos discurso do evento, o então vereador Fuad Abrão vaticinou: Não há sequer uma escola , um escritório, uma fábrica ou um comércio de toda a região que não tenha um ex aluno da faculdade do Ozi”.

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