Uma vez Flamengo, sempre…

O futebol brasileiro (assim com do mundo todo) é feito de momentos. Explica-se: Na penúltima segunda-feira (06/12) milhares de torcedores (principalmente das torcidas organizadas) gritaram no final do embate Santos Futebol Clube 2 x Clube de Regatas do Flamengo 0, à noite, no estádio do Maracanã, Rio de Janeiro: – “Time sem vergonha, time sem vergonha…”.
Logicamente o brado retumbante feito pelos flamenguistas (não todos), inconformados com a atuação do time. Logo o Flamengo que há dois anos atras (2019) ganhou quase todos os títulos disponíveis no futebol brasileiro e sul-americano: Campeonato Carioca, Brasileiro, Libertadores, entre outros. Com um técnico português bastante estrategista Jorge de Jesus que, com suas sutilezas técnicas levantou um time claudicampe até então, com um conjunto futebolístico que tornou-se uma lenda naquele ano: Gabriel Barbosa (Gabigol), De Arrascaeta, Bruno Henrique, Diego Ribas, entre outros. A críticas futebolísticas do eixo Rio-São Paulo e mesmo de outros estados brasileiros elevou o clube carioca “às alturas” imbatível. Quase invencível, (mesmo perdendo a Copa Mundial Interclubes).
Em 2020 já no inicio do ano e começo da pandemia, a saudade da terrinha-mãe falou mais alto e o português Jorge de Jesus (magro, cabelos soltos, braços e pernas longas) foi fazer seus milagres no Benfica, em seu país. Afinal, a Europa é a vitrine do mundo do futebol.
A partir daí o Flamengo (que dizem ser o clube mais popular do Brasil) começou a declinar. Lentamente, de verdade pois ainda possuía um plantel de craques dos mais virtuosos do Brasil. O sucessor de Jorge de Jesus, também estrangeiro não deu muito “conta do recado” e ficou somente alguns meses. A (poderosa) torcida não digeriu sua contratação, pois o conjunto não apresentava o “show” nos jogos, como antes. Daí veio a contratação de Rogerio Ceni, quando a camisa vermelha e preta melhorou…um pouco, ganhando alguns títulos em 2020. Mas não havia empatia do ex-idolo do São Paulo Futebol Clube com os flamenguistas (jogadores e torcidas). Proclamado atacante Gabigol chegava a brigar publicamente com o técnico às vistas das câmeras televisivas quando era substituído em pleno jogo. Recusava-se a cumprimenta-lo na saída do campo. E quando isso acontece é sinal de que o ambiente não era dos melhores. A equipe flamenguista, ou seja, o valor dos craques foi avaliado em duzentos milhões de reais. Mas o departamento médico era eficiente? Goleiro, defesa e ataque não saiam de lá devido a um sem números de contusões. A equipe titular valia tanto assim, mas os reservas não correspondiam quando jogavam. E mesmo alguns craques começaram a jogar de “salto alto”.
Rogerio Ceni não vingou (será por que ele era paulista?) e entra Renato Gaúcho que estava “à solta” no cenário…
Agora vai, o Renato Gaúcho é muito querido na agremiação. Não foi. Na ultima libertadores foi engolido pelo também português o palmeirense Abel Ferreira.
Agora, a diretoria do Flamengo está pedindo (de joelhos se precisar) a volta do quase místico Jorge de Jesus.

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