Uruguai não sofrerá a vingança brasileira

O ansiosamente aguardado encontro futebolístico entre as seleções uruguaia e brasileira não mais se realizará nesta sexta-feira, uma vez que a celeste foi derrotada, no último sábado, pela Colômbia e está fora das quartas de finais da Copa 2014.
O fabuloso jogo dar-se-ia hoje, 4 de julho e o Brasil não verá a seleção canarinha vencer os nossos adversários, pronta a vingar a derrota sofrida em 1950, em pleno Maracanã, Rio de Janeiro, então capital da República.
No entanto, o famoso compositor Pixinguinha, um mito da MPB, compôs um chorinho, eternizado e de inebriante sentimento chamado “Um a zero”, criado no embalo do Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1919, quando o Brasil acabara de conquistar o título de campeão em cima dos mesmos “hermanos”, por sinal com o gol assinalado pelo famoso e mítico Friederech, representante, na época, da cervejaria Antractica.
Na década de 40 Friederech esteve em Itapetininiga e, a convite do prefeito da ocasião, deu o ponta pé inicial de uma partida entre a Associação Atlética e a equipe de Savoia, da cidade de Sorocaba. No esquadrão alvi-negro jogavam, entre outros, os craques Feijão, Malatesta, Cauchioli, Osvaldo Cardoso, Duiá, Eleuzes, Osmair, Jacinto Moura, Ferreirinha, Camarguinho e China.
Mas…voltando à música, o chorinho era o lídimo representante sonoro do endoidecedor drible e da picardia do futebol brasileiro.
Pixinguinha gostava muito do futebol. Se tivesse se envolvido no esporte bretão, teria, por certo, sido estilo clássico de um “beque de espera”, da escola do astro Domingos da Guia (pai de Ademir da Guia). Isto pela estatura, pela descontração muscular, pelo gosto do lúdico e da poesia, além de sua personalidade inconfudível e única.
Recentemente, em uma reunião familiar, ouvimos novamente de um conhecido músico o chorinho “Um A Zéro”, o som era de dribles e alegria. Também, na mesma oportunidade, o jovem executou, com paixão e alma, a extraordinária valsa “Rosa”, gravada há mais de sessenta anos pelo cantor das multidões, Orlando Silva (aqui em Itapetininga quem sempre a interpreta, com grande qualidade, é o aplaudido cantor e advogado itapetiningano João Alcindo de Moraes). Temos por essa canção um encantamento que vem de longe. Os versos de “Rosa” são quase tão difíceis quanto os do Hino Nacional. Essa música voltou a ser gravada recentemente por Marisa Monte e Caetano Velos em belíssimas interpretações.
Pois em uma daquelas doidas paixões de jovem, tentava cantar “Rosa” da primeira à última palavra (com acompanhamento do saudoso amigo Reinaldo de Moraes, ao violão). No meio dos versos tem um “sândalos dolentes” que eu não sabia bem o que queria dizer, mas que fazia um enorme bem ao coração. Até os dias atuais, durante solenidades civís, religiosas ou início de jogos esportivos, nota-se que a grande maioria dos presentes, assim como na poesia da “Rosa”, escorrega nas letras do Hino Nacional, um dos mais belos e comoventes do mundo.

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