Prevista para estrear neste ano, a montagem “Simplesmente Francisco” traz ao cenário teatral itapetinigano o novo trabalho da diretora Margarida Maria (Margha) Bloes. O espetáculo é uma iniciativa de Maria Inês Vasquez Ayres Bernardes pela Fundação Cultural Nossa Senhora da Divina Providência em parceria com a Associação Cultural THÉSPIS. As apresentações ocorrerão na Catedral Nossa Senhora dos Prazeres e será, sem dúvida, uma das grandes atrações culturais da cidade em 2017. Margha Bloes é conhecida no meio artístico por ser uma artista corajosa, meticulosa e perfeccionista na condução de seus trabalhos. Em 1995, dirigiu uma superprodução “Introitus”, uma semiópera com quatro horas de duração. O espetáculo esteve em cartaz na cidade e também em Sorocaba. Os detalhes desta produção impressionam: 44 atores amadores em palco, 200 trajes, 400 acessórios e 300 joias falsas. Com direção musical da maestrina Angelina Colombo Ragazzi e dramaturgia de Margha e Flávio Renato Bartolomeu a peça em três atos narrava acontecimentos que envolviam a queda do último Doge de Veneza em 1797. A repercussão foi tão grande, que uma matéria especial sobre o trabalho foi exibida no “Fantástico”, na rede Globo. Mas sem dúvida, o trabalho inesquecível dessa talentosa diretora foi a montagem “O Milagre de Anne Sullivan”, texto do escritor norte-americano William Gibson (1914–2008), escrita em 1959. O eixo dramático da peça de Gibson, baseado em fatos reais, narra o empenho da professora Anne Sullivan (vivida na montagem itapetiningana por Márcia Maria de Almeida) na educação de uma menina extremamente mimada pela família, Hellen Keller muda, deficiente visual e auditiva. O difícil personagem de Keller foi interpretado pela jovem Maria José Ruivo, aluna também muda e com deficiência auditiva, na época matriculada na Classe Especial de Deficientes Auditivos da EE Coronel Fernando Prestes. Margha Bloes conheceu Maria José Ruivo quando foi coordenadora dessa tradicional escola. Maria José era aluna da professora terapeuta, Cecília Pimentel Vasques Prestes Nogueira. Bloes, segundo depoimento ao historiador José Luiz Ayres Holtz, deduziu que a menina era “uma atriz em potencial”. Ao lado de 17 estudantes, todo o imenso empenho do grupo resultou na memorável montagem “O Milagre de Anne Sullivan”, sucesso absoluto de público. A encenação realizada pela Associação Cultural THÉSPIS estreou no dia 16 de outubro de 1984, na Igreja Nossa Senhora das Estrelas e levou quase todas as noites mil pessoas por apresentação. Este espetáculo chamou a atenção da mídia. “Anne Sullivan” tornou-se matéria no tradicional “Jornal Nacional”. Portanto é com grande ansiedade que os itapetininganos aguardam a peça “Simplesmente Francisco”, que os integrantes da Associação Cultural THÉSPIS, entre eles, Ana Cláudia Ferreira Silva, Lilian Tavernaro (atriz que participou da montagem de 1984), Roberto Filho e Thiago Machado, vem se dedicando há quase quatro anos.
Café das Magnólias promove encontro de empreendedoras na Casa da Cultura
O Café das Magnólia promove no sábado, dia 21, às 14h, um encontro voltado a empreendedoras de brechó, moda circular e pessoas interessadas em consumo consciente, na Casa da Cultura....














