Final e início de ano parecem feitos para muitas lembranças. Como o nosso ano começou agora e ninguém sabe como será, o que ocorrerá, o costume é voltar para o passado que, felizmente, sabemos como foi.
E, com certa melancolia, recordamos, sempre ao cair da tarde, a festa em louvor à Nossa Senhora Aparecida nos tempos remotos. Iniciada, ao que consta, há aproximadamente 95 anos, se constitui a maior homenagem à gloriosa Padroeira do Brasil, nesta cidade.
Festejos dos mais populares, não só de Itapetininga, com em diversas regiões do Estado de São Paulo, representa a devoção, respeito e admiração do povo em geral à essa demiurga, querida também por segmentos de outras religiões.
Ao que se têm conhecimento, foi José de Campos, o “Campinho”, fundador do Jornal Aparecida do Sul, tropeiro na época, que adoentado em determinada viagem, prometeu erguer uma capela à N.S Aparecida, caso se restabelecesse. Ileso da enfermidade, cumpriu rapidamente o prometido, construindo uma bela capelinha. Demolida na década de 70, um pouco distante da cidade, então denominado Bairro da Aparecida.
Uma outra versão narra que um “senhor respeitável do Clã Monteiro”, ergueu, ele próprio, uma igrejinha em louvor à Santa Padroeira do Brasil. Em toda esta trajetória, as festividades em honra e glória a N.S. Aparecida do Sul, sempre foram esperadas co alegria e entusiasmo por toda a população desta cidade e de centenas de municípios do Estado. Foi até comparada às festas realizadas anualmente em São Luiz de Paraitinga, no Vale do Paraíba.
Caracterizada por um comércio intenso e variado, principalmente de produtos oriundos das proximidades, com frutas, verduras, além de guloseimas caseiras, vendedores de miudezas, destacavam-se os parques de diversões, bares e até praças de alimentação instaladas em barracões apropriados. Tudo em frente à imponente Igreja. No coreto exibiam-se as Bandas, duas de Itapetininga e outras de cidades vizinhas, cantores e funcionando, igualmente o tradicional serviço de alto falante, transmitindo músicas da época, pronunciamentos de pessoas e clérigos, além de serviços de avisos de interesse dos presentes.
Os festeiros era os responsáveis pelo sucesso das festas e eram escolhidos antecipadamente.
Uma das fontes e arrecadação de rendas, para o custeio das despesas recaia no “leilão de gados”. Os animais sempre oferecidos por pecuaristas da região.
Uma festa tipicamente do interior, onde na passagem do ano, além de ouvir pelo rádio a famosa “Corrida de São Silvestre”, realizada à meia noite na capital paulista, todos participantes da festa dirigiam-se à Igreja, para as preces sagradas, de amor, esperança, paz e felicidade.
Na manhã do Dia 1º Janeiro, a tradicional e concorrida procissão, formada na Avenida Peixoto Gomide, com acompanhamento de milhares de pessoas e romeiros de diversas localidades conduzindo seus andores – ornamentados com seus santos.
A Santa Missa, no Horto Religioso constituía ápice da grande festa religiosa de Itapetininga. Plagiando Heródoto, “e o sol continuará sempre novo em cada dia”.
Pontos MIS promove programação gratuita de cinema em março
Durante o mês de março, a Casa da Cultura recebe uma programação especial do Pontos MIS. Serão quatro sessões gratuitas, realizadas às quintas-feiras, e uma oficina formativa, propondo um percurso...















