Inspirado na história e contos de Itapetininga, a peça ‘Lenda de um amor esquecido” que estreia no Sesi a partir desta sexta-feira, dia 18, faz uma deliciosa viagem pelo passado da cidade. O espetáculo, escrito e dirigido por Milton Cardoso, se passa no Morro do Alto e resgata a vida, costumes, crenças e também mostra a forma como as tradições religiosas e a política influenciavam na vida dos moradores, desde os mais nobres ao homem do campo. O enredo se passa no período da Proclamação da República.
O espetáculo tem também como referências pontos e fatos importantes da cidade e conta a lenda de uma bela moça que em todas as noites de sexta-feira aparece vestida de noiva no antigo cemitério da cidade que existia onde hoje é o Fórum, na área central. Um dia, um homem conhecido por João Bisonho quis conhecê-la, mas ao contemplar a visão do espectro morreu. A causa dessa morte é o que move o enredo do espetáculo.
A peça, terceira da trilogia, é encenada por talentosos atores, alunos do Núcleo de Artes Cênicas do Sesi que, ao lado do diretor, debruçaram-se numa minuciosa e envolvente pesquisa em livros e, principalmente, em documentos históricos emprestados pelo Museu de Imagem e do Som (MIS) e pelo genealogista Afrânio Mello . A obra é ficcional, mas celebra a história de personagens conhecidos, esquecidos e desconhecidos. Também exalta o papel das mulheres. Maria, a protagonista, era uma intelectual que viveuà a frente do seu tempo e participava das discussões políticas.
Segundo o diretor, Milton Cardoso, o recorte de um jornal da cidade após a Proclamação da República em 1889 serviu de inspiração para a criação da personagem principal. O texto assinado pela itapetiningana Laura da Silveira no periódico “O Itapetininga”, de propriedade de Antônio Galvão, comemorava a Proclamação da República, a abolição da escravidão, mas pedia também que “Libertassem as Mulheres”. “É importante dizer que já naquela época uma mulher escrevia no principal jornal do município e manifestava suas ideias progressistas”, relata.
A fantástica viagem da peça também traz ao público as figura do caipira, padre, dos moradores do campo e também da cidade que crescia com a chegada da estrada de ferro, na mesma época, e com a produção de algodão herbáceo nas grandes extensões de terra da região. Também resgata músicas executadas na noite de inauguração do Clube Venâncio Ayres, um dos mais antigos do país e que tem relação direta com o desenvolvimento de Itapetininga.
A peça, “obrigatória” para os itapetininganos, entra em cartaz nesta sexta-feira, dia 18, a partir das 20h. As apresentações acontecerão também às 20h nos dias 19 e 25 de novembro. No domingo, 20, às 19h, e no dia 27 de novembro começa a partir das 14h. O Sesi está localizado na Avenida Padre Antonio Brunetti, 1.360, na Vila Rio Branco. Informações podem ser obtidas no site da instituição ou pelo (15) 3275-7920.
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