A peça Lenda de um Amor Esquecido, que brinca com os mitos urbanos em texto tragicômico inédito, será encenada novamente nesta sexta-feira, 25, às 20h, e no domingo, dia 27, às 14h, no Teatro do Sesi de Itapetininga. No domingo, também será aberta a temporada do projeto Cena Livre, que ainda terá apresentações: “Ensaio sobre a Gota d’Água”, do NAC de Mauá, às 16h e “Noite”, do NAC de Sorocaba, às 18h30. Todos os espetáculos são gratuitos
O enredo da peça Lenda de um Amor Esquecido conta a história de uma bela moça que, em todas as noites de sexta-feira, aparece vestida de noiva no cemitério mais antigo da cidade. Um homem simples, conhecido como João Bisonho, resolve um dia conhecer a bela mulher e desvendar o segredo da lenda. Na hora do esperado encontro com a moça de branco, João Bisonho não resiste e morre de susto.
A peça faz parte do trabalho coletivo do Sesi Itapetininga, sob direção de Milton Cardoso, orientador de Artes Cênicas do Sesi-SP, e está dentro da programação do Cena Livre, temporada de espetáculos dos NACs que traz Mito e Realidade como tema.
Assim como nas temporadas passadas, a quinta edição temática do Cena Livre retoma esse espírito de liberdade e experimentação que só o teatro interdisciplinar pode oferecer. “É uma oportunidade única para o público, tão acostumado a ver espetáculos prontos, de ter uma visão sobre um teatro mais genuíno, identificando suas peculiaridades e o seu desenvolvimento”, explica Anna Polistchuk, analista de Atividades Culturais do Sesi-SP.
Depoimentos de quem assistiu
“A peça “Lenda de um Amor Esquecido” dirigida por Milton Cardoso vale por tudo. Porque você deve assistir: Pelo conteúdo, pois a encenação se passa em Itapetininga no final do século XIX, quando a sociedade local “e do Brasil” clamava pela libertação dos escravos negros e alguns segmentos pela Proclamação da República. Além disso, surgem várias lendas que existiam por aqui, principalmente a da “Mulher de branco”, entre outras. O espetáculo é primoroso pelo lirismo reinante, um belíssimo jogo de luz, excelente interpretação dos atores, o cuidado em mostrar as praticas tradicionais de religião, casamento, namoro, enfim, como era o amor naquela época. A música de fundo combina muito bem com a história. Vale apena assistir. Itapetininga está de parabéns pelo seu Núcleo de Artes Cênicas, pela dedicação do Milton e sua equipe e pelo teatro do Sesi Itapetininga
Ivan Barsanti Silveira – Colunista do “Correio de Itapetininga”
“Fiquei encantado com o trabalho do grupo, emocionei com as estórias contadas da minha terra com atuações impecáveis. Revivi as grandes produções com refinamento e detalhes muito bem cuidados de criação. Bela luz…bela direção… Parabéns! Maravilhoso! Vale a pena ver…”
Beato Ten Prenafeta – Artista
Após a apresentação da peça “Lenda de um amor esquecido”, levada à cena pelos alunos de Artes Cênicas do SESI, houve quem a comparasse com o “Teatro o Absurdo”. Pessoalmente, não concordei com a comparação pois, para mim, a encenação estava mais para Antunes Filho. Mas, quando se trata de lendas, elas são, realmente, absurdamente maravilhosas! E o elenco de alunos de teatr do SESI soube passar para nós esta beleza.
Olga Pellegrini














