O Cursinho Popular do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), campus Itapetininga, oferece preparação gratuita para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), com foco em estudantes da rede pública. Coordenado pelo professor André Coelho da Silva, o projeto também pode oferecer auxílio financeiro mensal de R$ 200 aos participantes, por meio de apoio da Rede de Cursinhos Populares do Ministério da Educação, do Governo Federal.
De acordo com o coordenador, para participar, os interessados devem se inscrever por meio de edital público. Na edição de 2026, as inscrições seguem abertas até domingo, dia 29 de março. A seleção é feita por sorteio, com prioridade para alunos da rede pública, para o preenchimento de 40 vagas, além da formação de lista de espera.
“O projeto busca melhorar o desempenho dos alunos no ENEM por meio de aulas direcionadas ao formato da prova, além de atividades complementares como simulados, palestras e oficinas. As aulas são presenciais, realizadas de segunda a sexta-feira, das 18h50 às 22h25, e abrangem as quatro áreas de conhecimento cobradas no exame como Matemática, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Linguagens”, comenta.
O cursinho atende prioritariamente estudantes oriundos de escolas públicas, tanto os que estão no último ano do ensino médio quanto aqueles que já concluíram essa etapa. “Desde sua criação em Itapetininga, cerca de 250 alunos já passaram pelo projeto. Nos últimos três anos, ao menos 13 estudantes conquistaram vagas no ensino superior, além de outros que obtiveram aprovação em concursos públicos”, enfatiza André.
Ainda segundo o educador, os professores também são selecionados por meio de edital público e incluem docentes da rede estadual, profissionais do próprio IFSP e estudantes de graduação e pós-graduação. “Em sua maioria, atuam como voluntários, podendo receber bolsas em caso de financiamento federal, por exemplo”.
Para a coordenação, o impacto social do cursinho é significativo para Itapetininga e região. “O projeto amplia as possibilidades de acesso ao ensino superior e contribui para a formação de cidadãos mais conscientes e participativos”, destaca André. A iniciativa também é vista por ele como um fator de desenvolvimento social e econômico local.
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