O Jornal Correio resgata momentos marcantes de Itapetininga, relembrando reportagens publicadas há duas décadas. Nesta semana, revisitamos a matéria “Imprudência com motos nas ruas aumenta risco de acidentes”, de 2006, que alertava para o crescimento no número de motocicletas na cidade, o aumento dos acidentes e as reclamações sobre imprudências cometidas no trânsito.
Mônica Chirosa
Hoje mais de 12 mil motocicletas circulam pelas ruas da cidade, sejam como motoboys, mototáxis ou mesmo cidadãos que utilizam esse meio de transporte, que é ágil, rápido e barato para se locomover. Porém, o que se observa constantemente são os abusos praticados pelos motoqueiros, que não respeitam as leis de trânsito e trafegam em velocidade acima do permitido, fazem ultrapassagens pelo lado direito dos veículos, além de muitas outras infrações.
“A maioria dos motociclistas não respeita os veículos e vivem costurando por entre os carros. O perigo é ainda maior quando estão passando próximos às escolas, onde circula um grande número de adultos e crianças”, argumenta a funcionária pública, Maria de Lourdes Saleziano Mota.
Segundo informações da 1ª Companhia da Polícia Militar, no primeiro trimestre de 2005, ocorreram 89 acidentes e no mesmo período deste ano foram registrados 107, um aumento de 20%. O Corpo de Bombeiros Militares afirma que atende, em média, de três a quatro acidentes envolvendo motos na cidade por dia, o que resulta em mais de 90 ocorrências por mês.
“Às vezes, os acidentes não são tão graves, mas já tivemos casos de ferimentos gravíssimos em condutores de motocicletas”, diz o tenente Paulo Monteiro Filho, comandante do Posto de Bombeiros Militares de Itapetininga.
“O maior problema é que qualquer queda de moto, por menor que seja, sempre implica em ferimentos no condutor”, completa Monteiro Filho.
Capacete adequado
Outro fator importante para os motociclistas é o uso de capacete adequado, que deve ter aprovação do Inmetro. Os usuários devem ficar atentos à data de validade, inscrita no interior do mesmo. “A única exigência da lei é que o capacete seja aprovado pelo órgão, o que possibilita o uso de capacetes abertos, que não protegem devidamente a região do maxilar. Pior ainda são os capacetes em couro, que não cobrem nem a parte craniana, deixando o piloto ainda mais vulnerável a graves ferimentos”, destaca o tenente.
Brasílio Leite, diretor do Departamento Municipal de Trânsito, acredita que os abusos e infrações só serão diminuídos quando algumas medidas foram tomadas por parte da Prefeitura, numa parceria com a Polícia Militar, realizando mais comandos de trânsito e punindo os culpados com multas e pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
“O que os motociclistas não entendem é que quando se envolvem num acidente, os maiores prejudicados são eles mesmos, pois a moto não oferece segurança nenhuma”, finaliza Brasílio Leite.
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