A arquitetura se adapta para a segurança das pessoas com mais de 60 anos. A população envelhece a cada ano. A expectativa de vida do brasileiro ao nascer subiu para 74,9 anos em 2013, segundo cálculo do IBGE. Em 2000 era de 69,83 anos. A previsão para 2040 é ultrapassar a marca dos 80 anos.
Com isso, deve crescer a preocupação dos técnicos ligados à construção civil com a implantação de medidas para esse estágio da vida e com a longevidade nacional. Por isso, o conceito básico é reduzir os riscos dos acidentes dentro de casa, explicam especialistas ouvidos pela reportagem do Jornal Correio.
Afinal, pelo menos quatro idosos morrem por dia no Estado de São Paulo, devido a quedas. Em 2011, os hospitais paulistas internaram 27.886 pessoas com mais de 60 anos por conta de alguma queda e 1.507 morreram, afirma levantamento da Secretaria Estadual de Saúde. O principal erro é esperar ocorrer um acidente para tomar medidas preventivas, afirmam os técnicos.
A primeira preocupação é deixar a casa mais segura sobretudo nas escadas e ambientes em que há desníveis. Áreas molhadas, como banheiro, cozinha e lavanderia, se tornam facilmente ambientes para acidentes, já que são escorregadias. “Pisos antiderrapantes, barras de apoio e corrimãos são os primeiros itens para serem instalados”, afirma a arquiteta Adriana Ayres.
Nas escadas, além do corrimão, podem ser alojadas luzes balizadoras no piso ou no rodapé para orientar o deslocamento, diz a arquiteta Adriana. Luzes com sensores de presença em pontos estratégicos, como corredores, porta do banheiro e área externa são importantes. “Isso facilita o deslocamento noturno e evita que o morador percorra trechos sem a iluminação”, explica. Os interruptores de luz devem estar próximo da cama, ao alcance da mão.
Outra mudança, no entanto, mais simples é retirar móveis para facilitar a circulação. Tapetes também são elementos que causam vários acidentes, explica Adriana. “Por isso, sua retirada é uma medida preventiva que deve ser feita de imediato. O risco é a pessoa fazer isso apenas após a ocorrência de um acidente.”
No banheiro, é orientada a colocação de barras de sustentação ao lado do vaso sanitário. A medida é de 70 cm de comprimento e precisam estar a 75 cm do chão. Já no boxe do banheiro, os técnicos orientam a fixar duas barras de apoio, uma de cada lado da parede em torno do chuveiro.
O arquiteto José Antonio Gomes Heleno explica que as adaptações ocorrem devido à limitação física dos idosos com mais de 70 anos. “Alguns ajustes se aproximam de uma pessoa cadeirante, como a implantação de rampas e corrimãos mais generosos”, informa.
Para Heleno, o principal foco deve ser a segurança no banheiro. “O ‘x’ da questão é o banheiro, pois merece todo o cuidado”, ressalta. Ele explica que nesse ambiente precisa ser instaladas alças atrás e do lado do vaso sanitário. É uma ferramenta para que ele possa dar impulso para se levantar com segurança.
“Já no piso, a situação é um pouco mais complicada. A maioria dos tipos cerâmicos não é antiderrapante e por isso oferece perigo”, conta. Como o banheiro é uma área em que o piso é molhado após um banho, os riscos de queda aumentam ainda mais. “Tem que ser antiderrapante”, avisa. No boxe, banquinhos retráteis também são viáveis para tomar uma ducha sentado.
As portas da residência, às vezes, precisam ter aberturas maiores. A instalação de rampas permite uma travessia mais segura. Heleno explica que a inclinação não deve ser acentuada, caso contrário irá exigir muita força do idoso na caminhada. Na cozinha, as modificações devem ser feitas na altura da bancada e da prateleira. “Os ajustes não são complicados” e podem salvar uma vida ou de longas internações hospitares.
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