A escassez de chuva parece não dar trégua. O clima paulistano reproduz, em pequena escala, a vida do sertão nordestino. Com o sol intolerante, o morador pede clemência por água e sombra. As minicisternas, uma espécie de caixa d’água, podem captar a água da chuva para regar planta, limpeza de pisos, calçadas, lavagem de carros, descarga de banheiros e lavagem de roupas que representam cerca de 50% do consumo de água, afirmam técnicos da área. Quem usa desse sistema, precisará usar água potável para beber, tomar banho e cozinhar.
Com uma crise hídrica que parece se aprofundar cada vez mais no país, as cisternas são uma boa solução para a captação da água pluvial. O proprietário precisa direcionar as calhas do telhado para o pequeno reservatório com uma capacidade de armazenamento que pode variar entre 240 litros até 2 mil litros. É necessário instalar um filtro para retirar impurezas e uma bomba para levar o líquido a uma caixa d’água elevada separada da caixa de água potável.
“Tem que construir um sistema paralelo ao da água potável”, explicam representantes de empresas do setor que registram o aumento no pedido de instalação de cisternas desde o ano passado. “A água que vai para o ralo pode ter muitas funções em uma residência”, explicam engenheiros. “A captação se torna muito útil e gera economia para o bolso e ajuda o planeta. Mas tem que saber que a água das chuvas não pode ser consumida”, advertem engenheiros.
A chuva, ao cair do céu, entra em contato com o ar que possui impurezas e agentes contaminantes, explicam técnicos da área. “É necessário saber como pode ser aproveitada corretamente e as possibilidades de uso”, avisam. Por isso, o telhado deve estar limpo e a cisterna higienizada com frequência.
O valor de investimento varia, mas para um sistema com capacidade de armazenamento para 1.000 litros de água da chuva, o custo varia entre R$ 1.800 e R$ 2.000, incluindo a caixa d’água, bomba e rede. A economia na conta chega a R$ 30 ao mês. Mas atenção: neste ritmo, o retorno é a médio prazo, entre 3 a 5 anos. Contudo para o atual cenário, a cisterna pode ser a solução para enfrentar a falta d’água.
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