Ainda há preconceito de gênero no mundo da ciência, isto é um fato comprovado por estudos. Itapetininga faz parte desse cenário que teima em afastar as mulheres da produção acadêmica, mas a realidade está mudando. Atualmente, há mulheres no Instituto Federal da cidade fazendo ciência, sendo reconhecidas pelo esforço e dedicação.
Brenda estuda Física no IFSP e participa de um projeto de pesquisa que faz levantamento bibliográfico para estudos de Filosofia, Educação e Ciência. Ela estudou o estado de natureza do homem, segundo Rousseau.
A estudante quer seguir carreira na área pedagógica. Segundo Brenda, há preconceito em achar que mulheres pegam mais dependências acadêmicas que os homens.
“Tem várias mulheres que se superaram. Teve estudante mulher que terminou o curso (de 4 anos) em 3 anos e meio”, conta Brenda.
Gabriela também estuda Física no IFSP e participa de um projeto de laboratório utilizando microscópio de força atômica para estudar biossensores de alta sensibilidade aplicados à agricultura.
A jovem quer seguir a carreira de física médica e conta que no começo do curso tinha a sensação de que as pessoas achavam que ela não entendia a matéria por ser mulher.
“Antes eu pensava ‘eu vou fazer e depois? Tem tanto machismo’. Agora eu penso ‘não! Vou sair daqui, vou fazer mestrado, doutorado e vou entrar na área de pesquisa’. É bom saber que eu consigo fazer as coisas porque hoje eu tenho confiança”, relata Gabriela.
As moças também afirmam que o campus de Itapetininga tem ótimos professores que ajudam os alunos. Além disso, o exemplo das professoras mulheres incentivam as alunas a continuar o curso.
“Quando a gente entrou no primeiro semestre tinha o C.A (Centro Acadêmico) e as meninas falavam para não sair. E elas falavam pra gente ficar porque querendo ou não, quem mais sai são as meninas”, conta Gabriela. Elas explicam que o C.A de Física do IFSP de Itapetininga se chama Marie Curie, em homenagem à cientista que foi a primeira mulher a ganhar um Nobel e a primeira pessoa a ser laureada duas vezes com o prêmio.
Juntas, uma completando a outra, as estudantes deixam um recado para mulheres que querem seguir um sonho, mas têm medo: “Não desista. Se você tem esse sonho não tem o que possa te impedir. Você vai ter esses empecilhos, mas são empecilhos que serão encontrados em outras carreiras, em qualquer profissão em que a mulher saia da casa e vá para um lugar. É uma desconstrução. Por mais que muitas mulheres trabalhem, sustentem a casa, sejam mães solteiras que sustentam a família, ainda há muito preconceito. Eu ainda limpo a casa, ainda faço comida, estudo, venho aqui, faço dois períodos. É difícil, mas não tem nada que não possa ser superado. Você vai encontrar pessoas que vão falar que você não consegue, mas vai encontrar pessoas muito boas que vão incentivar o seu potencial e vão te ajudar”.
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