Em diferentes regiões de Itapetininga, fios soltos e emaranhados em postes têm chamado a atenção de moradores. Em alguns pontos, cabos aparecem pendurados, enrolados entre si ou até mesmo caídos em calçadas e vias públicas.
Segundo relatos de moradores, a situação ocorre na região central e em bairros como Jardim Monte Santo, Nova Itapetininga, Pacaembu I, Vila Belo Horizonte, Vila Alves, entre outros.
Moradores afirmam que o problema não é recente e dizem que os fios soltos acabam gerando insegurança e deixando a paisagem urbana desorganizada. “Tem poste no meu bairro com ‘bolas’ enormes de fios. A gente não sabe mais o que está funcionando e o que está largado”, relata Rosa Maria, moradora da Vila Alves.
No Pacaembu I, a principal queixa é em relação à altura e ao acúmulo de cabos nos postes. “Praticamente em toda rua tem fios embolados, uma bagunça enorme. Em alguns pontos, chegam até a encostar na calçada de tão baixo”, relata Natanael.
Parte dos moradores atribui o acúmulo de cabos às intervenções realizadas por empresas de internet e telefonia. Segundo relatos, após a substituição da fiação, os fios antigos acabam permanecendo pendurados nos postes, muitas vezes de forma desorganizada.
“A empresa vem, troca os fios, mas os antigos ficam largados de qualquer jeito. Eles deixam aí e não jogam foram, não retiram”, afirma Maria Oliveira, moradora da Vila Belo Horizonte.
No bairro Nova Itapetininga, outro morador também chama a atenção para os riscos provocados pelo emaranhado de fios. “Quando as empresas mexem na rede, sempre sobra fio enrolado ou solto. Parece que trocam ou desligam e deixam lá. É um perigo se os fios caírem ou alguém encostar, porque a gente não sabe o que ainda está funcionando e o que não está”, relata o motorista Claudio Nunes.
Já no Jardim Casa Grande, o comerciante Antônio afirma que o problema se repete há anos. “Cada empresa coloca o seu cabo. Quando troca, corta um pedaço e deixa o restante. Fica aquela desorganização. A gente não sabe quem é responsável e ninguém aparece para arrumar, alguma empresa ou a prefeitura tem que fazer alguma coisa, não é possível que ninguém faça nada.”
O que diz a Prefeitura
Procurada, a Prefeitura informou que realiza fiscalização sobre a instalação e manutenção de fios e cabos nos postes do município. No entanto, não detalhou como essa fiscalização é feita, com que frequência ocorre, nem quais setores são responsáveis pelas vistorias.
A Prefeitura afirmou que as empresas responsáveis podem ser notificadas e multadas quando há irregularidades. Mas não disse se alguma empresa já foi notificada ou multada por esse tipo de situação.
A legislação municipal (Lei Municipal 6.673/2021) determina a obrigatoriedade de alinhamento e retirada de fios, cabos e equipamentos excedentes fixados em postes.
De acordo com a Lei, as empresas e concessionárias que operam com cabeamento aéreo devem remover fios sem utilidade, em mau estado de conservação ou soltos na via pública. O descumprimento pode resultar em notificação para regularização no prazo de 15 dias e multa de R$ 1.000 por ocorrência. Em casos considerados emergenciais, quando houver risco, a norma estabelece prazo de 24 horas para providências.
O Correio entrou em contato com a concessionária responsável pela rede elétrica no município, a CPFL Sul Paulista, para esclarecer responsabilidades, manutenções e possíveis riscos de choque elétrico em casos de fios caídos. Até o fechamento desta reportagem, não houve retorno.
Moradores podem registrar reclamações pelo SAC 156, nas unidades do Atende Fácil (Paço Municipal ou Vila Rio Branco) ou pela Ouvidoria no site oficial da Prefeitura.
Para ler mais notícias como essa, acesse a área Cidade.
















