Um idoso de 60 anos denunciou ter sido submetido a uma ação agressiva pela Guarda Civil Municipal (GCM) dentro da UBS Rio Branco, em Itapetininga. Segundo a denúncia, durante a ação, um dos agentes – o GCM e vereador Gê de Araújo (PP) – teria apontado uma arma para a cabeça do aposentado, enquanto outros guardas também mantinham armas direcionadas a ele.
A denúncia foi apresentada pelo advogado Fabrício Rodrigues, que representa o idoso M.C.S. De acordo com o relato, o caso ocorreu na manhã de 20 de fevereiro, quando o idoso aguardava atendimento para realizar coleta de sangue na unidade de saúde.
Segundo Rodrigues, a GCM foi acionada para verificar uma situação envolvendo um homem que estaria causando tumulto do lado de fora da unidade e que teria afirmado estar armado. No entanto, conforme o advogado, o suspeito teria deixado o local antes da chegada da equipe.
Ainda de acordo com o advogado, os guardas municipais entraram na UBS e abordaram o idoso, que estaria dentro da unidade aguardando atendimento e não teria envolvimento com a situação.
Segundo a denúncia, durante a ação, “o GCM e vereador Gê de Araújo apontou uma arma longa diretamente para o rosto do idoso”, enquanto os outros agentes também mantinham armas direcionadas a ele.
O advogado afirma que o idoso se identificou como policial militar da reserva e informou que estava desarmado. Mesmo assim, “os agentes continuaram a abordagem de forma ostensiva”, com ordens como “põe a mão na cabeça” e “deita no chão”, tratando o idoso “como se fosse um criminoso”, relata o advogado.
O idoso relatou ter vivido momentos de medo durante a abordagem. “Eu achei que ia morrer”, afirmou ao descrever a situação.
Fabrício ainda relata que a situação ocorreu diante de pacientes e funcionários da unidade, gerando “exposição vexatória e constrangimento público”.
Após o episódio, a vítima passou mal, apresentando “elevação da pressão arterial, tontura e sudorese”, disse o advogado, sendo atendido na própria unidade de saúde.
A denúncia foi encaminhada ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP). Ao Correio, o MP-SP informou que o caso está em fase de análise.
O documento também foi protocolado na Prefeitura de Itapetininga. Segundo a defesa da vítima, cópias da representação foram enviadas à Secretaria de Governo, à Secretaria de Administração Pública, à Secretaria de Segurança Pública e à Ouvidoria do município. No entanto, conforme o advogado, apenas a Secretaria Municipal de Segurança Pública respondeu à denúncia, informando o arquivamento do caso.
Procurada pelo Correio, a Prefeitura confirmou que o caso foi arquivado por “não haver excesso ou ilegalidade na conduta nos agentes”, informou a nota.
Também foi registrado um boletim de ocorrência na Polícia Civil. Segundo a defesa, o registro foi feito pela internet após a recusa de funcionários da delegacia em formalizar o boletim de forma presencial.
O Correio solicitou à Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informações sobre eventual investigação ou procedimento de apuração relacionado ao caso, além de esclarecimentos sobre a recusa no registro presencial da ocorrência. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno.
O vereador e GCM Gê de Araújo foi procurado pela reportagem para comentar a denúncia, mas não respondeu até o fechamento desta matéria.
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