O 2014 foi um ano ruim para o estado de São Paulo. Não falo do fato de Corinthians, São Paulo, Santos e Palmeiras não terem ganho nenhum título nacional ou continental. Falo do estado mais rico do pais, da “locomotiva”, do pólo dinâmico da economia e pensamento do país. Indicadores sócio-econômicos mostram que 2014 foi um daqueles anos perdidos para SP. No ano que já passou, SP teve nota vermelha no boletim da educação: caiu mais 3 posições no Brasil na Prova Brasil. Pela primeira vez, o estado sequer atingiu sua própria meta para o IDEB no ensino médio. O indicador, do governo federal, estabelece uma média entre fluxo (progressão do aluno ao longo das séries) e conhecimento (resultado da avaliação português e matemática). A política de aprovação automática na rede pública estadual garantia, até 2014, que se atingisse a meta por conta do fluxo (não reprovação), não pela qualidade. No ano que já passou, SP teve mais jovens negros assassinados. Teve recorde sucessivo de aumento de roubos dos últimos 19 anos e retomada no crescimento de homicídios em várias regiões. A violência policial persistiu, atingindo prioritariamente os jovens negros da periferia e, no final do ano, voltamos a conviver com os chamados “toques de recolher”, comandados pelo crime organizado, em regiões inteiras da capital e do interior. O discurso de uma polícia forte também não está acompanhado de eficiência: menos de 5% dos crimes foram apurados em 2014. A segurança pública é o setor onde o papel do governo do estado está mais claro para o conjunto dos cidadãos, inclusive para aquele segmento que considera que sua vida acontece independente de políticas públicas. É na segurança pública que fica ainda mais explícita a opção tucana de abdicar do papel de um governo do estado em garantir o Estado Democrático de Direito.Tenho o sentimento de que a persistência de uma hegemonia tucana ao longo de tantos anos em um estado dinâmico com São Paulo, deveu-se menos por uma adesão ao modo de governar de seus dirigentes e mais da pouca intensidade da presença de uma alternativa. É hora de usarmos as redes, as estradas e as ruas, todos os meios para provocar um debate permanente com a sociedade. Com todos os instrumentos que temos para fazê-lo, driblando-se toda e qualquer blindagem sobre o governo estadual, algo que não tem paralelo nem em outros estados do país. Esta é uma aposta em uma nova atitude e também na interlocução, na coordenação de agendas e atividades, no apoio mútuo a meios de comunicação que deem voz ao debate crítico sobre o nosso estado, e na construção paciente de consensos programáticos. Acredito que, a partir de 2015, podemos dar os passos para a uma Plataforma comum pelo fim da Desigualdade para São Paulo.
Gastos da Câmara Municipal chegam a R$ 13 mi em 2025
Entre janeiro e novembro de 2025, a Câmara Municipal de Itapetininga gastou R$ 13.874.702,49, segundo dados do balancete financeiro do ano passado divulgados no site do Legislativo. O orçamento total...















