Castigado pela estiagem que desde o final do ano passado diminui o nível da principal fonte de águas da cidade, o rio Itapetininga se recupera e sobe 1,86 metros. A intensidade do volume de chuvas das últimas semanas no município fez também com que a tradicional fonte Rosa Moucachen às margens da Rodovia Francisco da Silva Ponte (SP-127) voltasse a ter água e a lagoa Regina Freire, popularmente chamada de Lagoa da Chapadinha, a encher parcialmente.
Durante a estiagem, o rio Itapetininga teve redução no volume de suas águas e em um dos pontos de medição marcou 54 centímetros, um dos menores índices já registrados. Mas a reportagem do Jornal Correio foi ao local no dia 12 para verificar a régua instalada pela Agência Nacional de Águas (ANA) no bairro da Ponte Velha. O nível da água aumentou em mais de 350% se comparado ao mês anterior.
Com as chuvas da última semana que ultrapassaram os 250 milímetros, conforme a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), locais próximos ao rio onde só se enxergava o solo rachado pela seca, hoje estão tomados pela água novamente. “Dava para atravessar a pé de uma margem a outra”, relembra Carlos Soares Munhoz que tem um estabelecimento comercial próximo ao rio.
Ele se recorda que a fonte Rosa Moucachen, bastante utilizada pela população para pegar água, tinha secado por causa da estiagem no mês de agosto e que a situação atípica lhe preocupou. “Tenho 51 anos e sempre visitei a bica e nunca a vi secar. Mas tudo vai se normalizar”, diz Munhoz em tom otimista.
Lagoa da Chapinha
Moradores do bairro Chapadinha e Estância Conceição também comemoram as chuvas. Com a quantidade de águas da última semana, a lagoa Regina Freire encheu parcialmente e está coberta em 75% de sua extensão. Quem passava pelo local podia ver que tanto em largura como em profundidade ela se deteriorava.
Crise hídrica
A crise hídrica atinge fortemente o interior paulista sob vários aspectos, da irrigação na agricultura ao abastecimento urbano e com reflexos até mesmo no turismo em cidades que dependem de suas cachoeiras.
A cidade de Itu vive atualmente o maior problema de falta de água no Estado de São Paulo e na Capital, a principal fonte de captação de água da Região Metropolitana, o Sistema Cantareira, já esteve com apenas 3% de sua capacidade. Segundo o Datafolha, 67% dos paulistanos sofreram com a falta d’água.















