A 2ª edição da Campanha “Diga não à Esmola” será realizada na cidade no próximo dia 16, às 14h30. Nesta nova etapa, as atividades serão divididas em três pontos estratégicos. As ações de entrega de panfletos de orientação e sensibilização e de pit stop nos semáforos com faixas da campanha.
As ações acontecem nas proximidades da Escola Estadual Sebastião Villaça, na avenida José de Almeida Carvalho, próximo à Rodoviária e no cruzamento da rua Barbosa Franco com a Praça Peixoto Gomide, considerados pontos de grande abordagem de moradores em situação de rua a motoristas e pedestres.
A campanha é promovida pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). segundo a entidade, o objetivo é orientar a população de Itapetininga quanto aos prejuízos decorrentes da prática de dar esmolas. Além disso, alerta para o crescimento do número de pessoas em situação de rua que se mantém nestas condições graças às esmolas recebidas e que, frequentemente, tem acesso a drogas e outras substâncias por meio da arrecadação conquistada com esta prática.
Conforme a secretária da Promoção Social, Soraya Giriboni, apesar da esmola parecer uma forma de ajuda, os prejuízos a esses moradores em situação de rua são drásticos. “O problema é que com as esmolas, o acesso a bebidas e entorpecentes fica extremamente facilitado e isto inibe a presença dessas pessoas em projetos de acolhimento e ressocialização”, destaca.
De acordo com ela, a simples entrega de dinheiro cria uma falsa expectativa para os moradores de rua que se mantêm na atual relação entre mendicância e drogas. Caso a população seja conscientizada, essa cadeia será interrompida. O objetivo é criar um novo caminho, com a integração às políticas públicas, com atendimentos junto a albergues, aproximação com a família e participação de cursos de qualificação profissional.
Ainda, segundo o Coordenador do Creas, Rafael Renato do Santos, durante a primeira edição da campanha, foi realizada uma pesquisa sobre o tema. Foram entrevistadas 78 pessoas, de ambos os sexos. Os resultados demonstraram que 81% dos entrevistados não concordam com o ato de dar esmolas. Entre as principais justificativas estão a preocupação com o mau uso do dinheiro arrecadado e os prejuízos gerados em consequência disto (uso de drogas, manutenção da vida nas ruas, falta de acesso a condições mais dignas de sobrevivência).
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