A um mês do Natal,a depressão na economia devora o comércio. Com dispensa de funcionários e fechamento de lojas, o setor ainda está longe de se recuperar dos níveis de 2011, pelo menos é o que mostram os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apurados pelo Ministério do Trabalho. Segundo o Caged, o saldo ficou negativo com 317 pessoas demitidas entre janeiro e setembro deste ano.
Um cenário diferente, ocorrido em 2011, com balanço positivo com 297 pessoas contratadas. Um ano depois, o saldo cai para 200 vagas abertas no comércio de Itapetininga, mas que mostrava vigor na economia. Já em 2013, o comércio se contentaria com uma diferença ainda no azul, mas com 98 novas postos de trabalho nas lojas. Em 2014, a situação altera e começa a patinar, com apenas 11 empregos abertos.
Porém, em 2015, o quadro piora com, saldo, de 360 pessoas demitidas. No último trimestre, o cenário pode ainda piorar, segundo economista. A esperança é que o Natal reverta o suficiente para manter os caixas da empresa, sustentar faturamento e a folha de pagamento dos funcionários, esperam os diretores do sindicato do comércio e a Associação Comercial de Itapetininga.
Itapetininga repete um ciclo vicioso que a população já assiste em escala nacional. De acordo com especialistas na área, se o comércio deixa de vender, demite os funcionários e reduz os pedidos para a indústria que deixa de vender que também demite, que afeta serviços que diminui o número de clientes, com isso cai a atividade na economia com recessão e desemprego.Com a perda da renda, os consumidores compram menos e tudo se repete novamente.
Na Rua Campos Salles, muitas lojas ruíram. O revés dos lojistas explica o aumento acentuado das demissões. Com isso, as vagas disponíveis que antes existiam, simplesmente foram a cada ano. De acordo com economistas, os consumidores também estão mais receosos e evitam novas dívidas. Mesmo com a entrada do 13º salário, a preocupação é saldar débitos passados e os presentes devem ser mais modestos, dizem os economistas.
Saldo de empregos
No geral, foram fechados 808 empregos em setembro na cidade. Durante o mês, 952 foram contratadas, porém 1.760 perderam o emprego, informou o Caged. Durante o ano, a situação ainda é menos traumática. Nos nove meses, foram 11.544 novas contratações contra 11.718 desligamentos. O balanço foi negativo com 174 postos fechados entre janeiro e setembro.
Além do comércio, de janeiro a setembro, a construção civil com menos 100 postos de trabalho e a indústria com recuo de 55 vagas na linha de produçãomantiveram desempenhos negativos. Quem compensou foi agricultura que avançou com 254 novos empregos e serviços com saldo de 41 empregos gerados.















