Pena de Morte
Com prazer li na coluna “Debates” e na excelente coluna de Benedito Madaleno Mendes, dois textos contra a pena de morte, ou, como bem o disse Madaleno, contra a “pena de antecipação de morte”. É realmente reconfortante saber que ainda há esse tipo de pessoas, num mundo cada vez mais bárbaro e menos civilizado.
É claro que a pena de morte no só afetaria pobres e negros, pois os ricos podem pagar por incontáveis apelações judiciais, sem nunca chegarem a ser punidos. Além disso, nos países onde ela é praticada, ela não reduziu a criminalidade, pois nenhum criminoso pensa na pena, quando comete o crime.
O fato da pena de morte já ser praticada pelos criminosos não dá ao Estado o direito de institucionalizá-la, pois quando aplicar a pena de morte, lança mão de um direito que nega a seus cidadãos, o que é uma grande contradição criada pelo Estado. Sem mencionar o fato de que a pena de morte não pune quem comete um crime hediondo, pois a morte é muito pouco para isso. Concordo plenamente com Madaleno quando diz que o criminoso deveria apodrecer na cadeia, trabalhando, pensando no que fez e sendo catequizado por evangélicos diariamente.
Maria Telles
Meio ambiente A longa estiagem
Hoje na razão da longa estiagem e da escassez da água em diversos lugares do planeta, principalmente no Brasil, as autoridades e a própria sociedade necessitam tomar providências urgentes com soluções rápidas e positivas, no que diz respeito ao assunto. Comentários e debates na televisão são vários, quando cada um tem seu diagnóstico, mas sem soluções. Tendo oportunidade de assistir um deles verifiquei que são vários os argumentos nem sempre aceitáveis.
Mas vamos ao que penso. Além da verdade a estiagem de 1953 foi curta e dentro do período do inverno e quando não havia desmatamento e as indústrias eram poucas no país. Agora são passados 60 anos e muitas mudanças aconteceram principalmente no país, tais como a sumida Mata Atlântica de longo tempo, agora a menos de 20 anos o enorme desmatamento da Floresta Amazônica e grande quantidade de fábricas que despejam todo o tipo de resíduos sólidos, líquidos na atmosfera, principalmente o dióxido de carbono, além do próprio sistema que envolve o planeta.
Somando esses fatores verificamos que eles tem enorme influência no sistema planetário. Concluindo, assim penso este infinito universo, igual a um grão de areia quando apenas contribuímos com toda sorte de aproveitamentos sem devolver nada para a sua sustentabilidade.
Na verdade nós jamais tivemos consideração com a natureza, assim parece que ela se revoltou, procurando dar uma lição aos humanos para darmos a ela o seu real valor.
Roque Guilherme















