Tensão
A sessão extraordinária da última terça-feira, dia 23, foi avaliada como a mais quente na gestão do presidente André Bueno (SDD). Diversas foram as discussões entre os 10 parlamentares da situação e os 9 da oposição. Os motivos foram à votação de emendas do Plano Diretor e aumento na taxa de iluminação pública. Os trabalhos tiveram quase três horas de duras brigas e discórdias políticas.
Vitória da Situação
“O castigo vem a cavalo”, diz o dito popular. Assim a situação comemorou a aprovação de dois projetos emergenciais enviados pelo Executivo na sessão ordinária de terça-feira, dia 23. Para o sucesso no feito, o prefeito mandou para Câmara, os secretários Geraldo Macedo (PSB) e Toninho Marconi (PP). Pessoas próximas ao Gabinete afirmam que a manobra foi arquitetada após a perda do controle da Mesa Diretora da Câmara para a oposição.
Substituída
A vereadora Denise Franci (PSDB) soube na última hora que não participaria dos trabalhos da sessão. A informação vazou entre os vereadores que afirmam que o prefeito não confiava na parlamentar para votação de um dos cincos projetos que entrariam na pauta. No entanto, apenas dois foram colocados em votação e a lei complementar que dá nova redação ao Estatuto do Magistério, o qual Denise seria contraria, ficou de fora.
Intimidado
Pessoas próximas a atual Mesa Diretora da Câmara comentaram que a lei complementar que altera o calendário escolar no Estatuto do Magistério foi retirado a pedido do vereador e secretário Geraldo Macedo. Os motivos seriam: a discordância dos professores que estavam na Casa para pressionar o político e a falta de apoio da maioria dos parlamentares para que a nova redação fosse aprovada.
Guarda Municipal
A guarda municipal começará a multar motoristas infratores. O projeto foi um dos aprovados na sessão ordinária da última semana. Fontes ligadas a secretária de Trânsito afirmam que a cidade ganhará em segurança com a nova legislação. Entre as críticas da oposição, uma delas se refere à destinação dos valores das multas. A lei foi alterada, anteriormente, a pedido da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP).
O coringa
Nos bastidores políticos a ausência de Marcelo Nanini (SDD) foi um dos fatos mais comentados na última sessão. Sem o seu voto, a situação conseguiu aprovar projetos e o Plano Diretor. Nanini que votou com a oposição na eleição da Câmara, agora é questionado por ambos os lados diante sua posição política que oscila entre a base do governo e a oposição.
De volta à situação
Após o grupo comandado por André Bueno, presidente da Câmara e do Partido Solidariedade (SDD) ser da situação do prefeito e ir para oposição, no final do mandado ele retorna à base do governo. Pessoas próximas ao político afirmam que Bueno reatou com a gestão após reuniões intermediadas por seus assessores e pessoas do primeiro escalão do governo no final de outubro. Ele não confirma a reaproximação.
Nery X Mauri
Uma calorosa discussão na Câmera Municipal é um dos principais assuntos na atmosfera política da cidade. Protagonizado por Mauri de Jesus (PDT) e Milton Nery (PROS) o bate-boca iniciou após Nery negar a palavra a Mauri que negou também, inicialmente, um espaço ao vereador na aprovação de uma emenda do Plano Diretor. A turma do “deixa disso” teve que entrar em cena para que a briga não ir além do bate-boca.
Nova sessão extraordinária
No paço municipal, a notícia é que pelo menos mais uma sessão ordinária deve ser agendada durante o recesso parlamentar. A manobra do Executivo seria para aprovação de projetos do interesse do governo que pleiteia colocá-los antes do inicio dos trabalhos da presidente eleita Maria Lúcia Haidar (PV). No legislativo, o comentário é que Luis Di Fiori (PSDB) terá que melhorar a articulação diante a nova composição da mesa.















