A situação do lixo está a cada dia mais fora de controle em Itapetininga. Recentemente o único ecoponto foi interditado temporariamente – o que tem gerado problemas em diversos cantos da cidade. Lixões irregulares e montanhas de entulhos estão espalhados pelos bairros. A atual administração afirma que tem projeto para a instalação de mais três ecopontos, mas diz que não há prazo definido. Segundo especialistas, um dos desafios da futura prefeita Simone Marquetto (PMDB) é a questão do meio ambiente. Há sete anos consecutivos a cidade tem sido reprovada neste quesito.
Se já era um grande problema, a situação piorou na cidade desde a interdição do único ecoponto, que fica na Vila Arlindo Luz, na semana passada, revelada pela reportagem do Jornal Correio de Itapetininga. A prefeitura informou que o local seguirá fechado até que um contrato com uma empresa legalizada pela Cetesb para fazer a moagem dos entulhos seja assinado. A previsão é de que a reabertura ocorra nos próximos dias, informou a prefeitura, por meio de nota.
Com o local fechado, o número de depósitos irregulares de lixo espalhados pelos mais diversos cantos da cidade aumentou. Os “lixões” irregulares estão em bairros como Vila Sônia, Prado, Jardim Bela Vista, Jardim Fogaça, Cambuí, Taboãozinho e Jardim São Camilo. A reportagem esteve na semana passada na Vila Florestal, atrás de uma escola municipal. No local, lixo reciclável e entulho formavam uma enorme montanha. Segundo os moradores, toneladas desses materiais são descartadas diariamente no local.
O funcionário Hélio Pereira Galvão, que trabalha no ecoponto de Itapetininga, confirmou para a reportagem na manhã da última quinta-feira, dia 20, que carroças, tratores e caminhões estão proibidos de despejarem entulho no local. Ele afirma que o fato tem gerado problema na cidade, mas que deve seguir a ordem da Cetesb. “O ecoponto é aprovado pela população, faltam muitas adequações, mas tem contribuído muito com a cidade. O ideal seria espalhar mais cinco pontos nos extremos de Itapetininga”, sugere.
Segundo ele, toneladas de entulhos, pneus, resto de madeira e materiais eletrônicos chegavam diariamente no local. Cada tipo de material tinha um tipo de destinação. No caso dos restos de construção ou material de demolição eram triturados e usados para virar cascalho nas estradas rurais da cidade. Ele acredita que a questão ambiental na cidade já virou uma prioridade. “Hoje é saúde, educação e meio ambiente”, diz.
Durante a visita da reportagem no Ecoponto, o que chamou à atenção foi um barraco e a presença de catadores de materiais recicláveis no local. Foi constatada que a proibição é apenas para carroça, tratores e caminhões que trabalham com fretes. Entulho levado por moradores ainda é recebido no local.
Segundo a Cetesb, o ecoponto ou ponto de entrega voluntária de pequenos volumes (PEV) deve funcionar como uma área de transbordo e triagem de pequeno porte, destinada à entrega voluntária de pequenas quantidades de resíduos de construção civil, resíduos volumosos e resíduos de coleta seletiva.
Neste caso, a área não exige licenciamento ambiental para funcionar e deve fazer parte integrante do sistema público de limpeza urbana. De acordo Dirceu Micheli, gerente da Cetesb em Itapetininga, o material deve ser removido pela prefeitura que também deve dar uma definição adequada. “Como a atividade é temporária, para saneamento da cidade, não é necessário de licenciamento ambiental”, explicou.
Outro lado
Procurada pela reportagem, a prefeitura informou que a assinatura do contrato com a empresa deve ser realizada até a próxima semana, quando o Ecoponto já deverá estar funcionando normalmente. Também ressaltou que existem estudos sendo realizados para a abertura de três novos ecopontos na cidade.















