O Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo) aprovou o tombamento da antiga cadeia e Prefeitura de Itapetininga, prédio que abriga hoje o Centro Cultural e a Secretaria Municipal de Cultura. É o terceiro prédio tombado na cidade. O primeiro foi o conjunto das três escolas e o segundo a casa sede da fazenda Tenente Carrito (demolida). O tombamento faz parte da iniciativa de preservar edifícios que representam a materialização das políticas de Segurança Pública e Justiça no Estado de São Paulo até meados do século.
Construído no século XIX, o Centro Cultural é o primeiro prédio público da cidade. Foi restaurado pela última vez no início da década de 90, quando foi transformado num espaço cultural. É considerado um dos maiores patrimônios da arquitetura do município e ainda preserva muitas de suas características originais.
O local foi destinado inicialmente à cadeia. Com apenas o pavimento térreo, todo em taipa de pilão, o imóvel possuía três celas de prisão, uma cela de prisão forte, uma sala de comando da guarda e um saguão interno.
Com a criação da comarca de Itapetininga em 1852, tornou-se necessária a construção de uma sede para o poder judiciário, o Fórum. Entre 1855 e 1862, a Câmara Municipal fez inúmeros pedidos para a construção do prédio próprio para a justiça e para o próprio legislativo.
Com os pedido, ficou decidida a ampliação do prédio. Assim, o prédio da cadeia recebeu um novo andar. A reforma foi autorizada pelos deputados provinciais e concluído por volta de 1877, com as mesmas características no andar inferior e sala da Câmara, arquivo da câmara, sala particular, duas salas livres, sala do juiz e sala de audiência, além de um saguão no andar superior.
Com a saída do poder judiciário e da cadeia em 1906, o local passou a ser sede da Câmara e Prefeitura até o ano de 1989. O local se transformou no Centro Cultural em 1991. As salas foram divididas para abrigar peças raras do ex-presidente Júlio Prestes.
Os tombamentos fazem parte da iniciativa de preservar edifícios que representam a materialização das políticas de Segurança Pública e Justiça no Estado de São Paulo até meados do século XIX. Além de Itapetininga o órgão aprovou o tombamento do Antigo Fórum e Cadeia de Mogi-Mirim, do Prédio do Museu Histórico-Pedagógico Voluntários da Pátria de Araraquara e do Antigo Fórum São Pedro.
Todas edificações seguem um padrão de distribuição de espaços baseada na lógica proposta nas cartas da coroa portuguesa desde o início da colonização: carceragem no pavimento térreo e salas de reuniões administrativas e da câmara no pavimento superior. A justificativa do Condephaat para os tombamentos gira em torno da representatividade da edificação do Fórum e Cadeia no quadro das construções públicas paulistas, que simboliza a política de segurança pública nas primeiras décadas da República. O reconhecimento dos patrimônios foi resultado do “Estudo Temático de Casas de Câmara e Cadeia e Fóruns do Estado de São Paulo”, por meio do qual o Conselho reuniu e organizou o conhecimento a respeito deste tipo de imóvel.
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