A estiagem que castigou a agricultura durante o ano passado o municipio reduziu em média 30% a produção de grama em Itapetininga e região. A informação é do presidente da Associação Nacional Grama Legal, Emerson Rocha. A seca afetou diretamente a venda dos agricultores entre setembro e dezembro, principal período de retirada do produto do campo para atender o mercado consumidor.
“Com a falta de chuvas a grama demorou a estar no ponto de extração. O que levava em média um ano para ficar pronto, demorou cerca de um ano e cinco meses”, explica o especialista. Ainda segundo Rocha, que é dono da LR Gramas, devido à alteração climática, muitos produtores deixaram de irrigar a grama na fase de sua formação e optaram em preservar a água para utilizá-la na retirada do produto. Dos cinco grandes produtores do município um teve problema de seca no açude.
Rocha explica que é necessário irrigar a grama antes de retirá-la para dar “liga” no solo para colher tapetes perfeitos e também no destino onde é implantada. “Tanto na pré (retirada) quanto na pós colheita é necessário molhá-la, mas o efeito trouxe prejuízos na cadeia de mercado, pois construtoras, concessionárias e prefeituras que são grandes consumidores do setor e deixaram de adquirir por uma questão de consciência ambiental. Com isso se comparado a 2013, o setor perdeu em vendas de 30% a 40%”, conta.
Do ponto de vista econômico, Rocha detalha que o preço da grama está defasado. “Há 20 anos, o preço está praticamente sem alteração. Conforme o especialista, o custeio com mão-de-obra, adubos e diesel, no mesmo período subiu muito. “Essa situação diminuiu o lucro do gramicultor”, frisa.
Para 2015, Rocha vê poucas expectativas de crescimento em comparação ao ano passado. “Além do mercado muito disputado é preciso aguardar as condições hídricas e indicadores econômicos. Na região alguns gramicultores ao observarem a situação investem em outros locais”, diz que também é vice-presidente da Associação dos Gramicultores do Brasil (Agrabras).
Itapetininga cultiva 3 mil hectares de grama e é conhecida nacionalmente como capital do produto. A produção é conhecida pela excelência do ocasionada por causa do clima, da parte hídrica e da terra com boa qualidade. A extensão territorial é outro fator favorável para o cultivo no município.
A produção de grama é parecida com a agricultura convencional. Porém, os custos são mais elevados. No entanto, o cultivo é de menos riscos que outros produtos agrícolas. As principais variedades produzidas são Esmeralda, São Carlos, Santo Agostinho, Bermudas e Japonesa.
Na região, aproximadamente 100 produtores investem no setor. A principal variedade cultivada é a grama Esmeralda. Composta por folhas de estreitas a médias, bem entrelaçadas, especialistas afirmam que ela tem boa tolerância ao pisoteio e é uma excelente opção para controle de erosão.
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