A exportação das empresas de Itapetininga alcançou US$ 84,4 milhões entre janeiro e dezembro do ano passado. Houve uma redução de 23% se comparado com o acumulado de 2014 quando registrou US$ 110,7 milhões. Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior indicam que a importação permaneceu no mesmo patamar: US$ 62,7 milhões. O superávit (diferença entre exportação e importação) reduziu pela metade e passou para R$ 21,6 milhões.
De acordo com economistas, a disparada do dólar que alcançou quase R$ 4 não refletiu ainda diretamente na balança comercial. Técnicos explicaram que apenas impediu que as compras externas subissem ainda mais. As empresas nacionais não expandiram suas vendas. Estão longe das exportações feitas em 2014 e também de 2012, quando os produtos “Made in Itapetininga” atingiram a marca de US$ 182 milhões.
Principal destino das mercadorias de Itapetininga foi Argentina que importou US$ 9,1 milhões durante o ano passado. Houve uma reação positiva com incremento de 33% nas vendas para o país vizinho, o suficiente para colocá-lo em primeiro lugar no ranking das vendas externas de Itapetininga. As vendas para outros países da América Latina também avançaram. México ficou em segundo lugar (US$ 9,08 milhões), seguido de Chile (US$ 8,8 milhões) e Cuba (US$ 8,7 milhões).
Importação
No ranking dos países que mais venderam para Itapetininga, os Estados Unidos ocupam o primeiro lugar. Houve um aumento de 105%, que passou de US$ 6,7 milhões para US$ 13,8 milhões nas compras feitas pelas empresas de Itapetininga. Os demais países que mais venderam para Itapetininga no primeiro bimestre de 2015 foram Catar, Japão, China, Tailândia, Alemanha, Rússia, Espanha, Taiwan e México.
Produtos
A pauta de exportação de Itapetininga está concentrada em alimentos. Só a JBS, antiga Céu Azul, é responsável pelas vendas externas de US$ 47,1 milhões. Em relação ao ano passado houve uma queda de 12%, segundo Ministério do Comércio Exterior, mas insuficiente para abalar sua folgada liderança. Em segundo lugar está a venda de plásticos que alcançou US$ 10,4 milhões. Tecidos renderam para empresas locais URS$ 5,1 milhões. A Duratex, que suspendeu a produção, comercializou US$ 3,9 milhões. A Usina Vista Alegre conseguiu faturar US$ 3,2 milhões com o açúcar.
Importados
Por outro lado, a compra de adubos feita principalmente pela Agrium, antiga Utilfértil, levou US$ 10,8 milhões para o exterior. As resinas de petróleo mais US$ 6,6 milhões. Adubos como fósforo e potássio mais US$ 5,1 milhões. Também para atender os produtores rurais, foram comprados no exterior US$ 3,7 milhões de adubos minerais. Importação de parte de peças e acessórios, utilizados na Toyoda, R$ 3,7 milhões. Chapas e películas e plásticos para atender parte da produção da 3M foram calculados em U$ 5,2 milhões.















