Começa neste sábado, dia 4, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e contra o Sarampo, tendo como “Dia D” os dias 4 e 18 de agosto.
As estratégias têm como objetivo manter elevada cobertura vacinal contra a poliomielite nos municípios, visando evitar a reintrodução do vírus selvagem da poliomielite, bem como vacinar os menores de cinco anos de idade contra o sarampo e a rubéola, para manter o estado de eliminação dessas doenças no país.
O objetivo é vacinar indiscriminadamente contra poliomielite e sarampo as crianças de um ano a menores de cinco anos de idade, contribuindo para a redução do risco de reintrodução do poliovírus selvagem, sarampo e rubéola.
Vale lembrar que o “Dia D” acontece em 4 e 18 de agosto. Durante os sábados, das 8 às 16 horas, todas as unidades da zona urbana e rural estarão abertas para receber a população.
Na zona rural todas as unidades de saúde sede estarão abertas, menos os postos volantes que farão a campanha nos dias de atendimento à população. A vacina é a melhor maneira de evitar essas doenças.
O esquema vacinal do Calendário Nacional de Vacinação é composto por três doses da vacina inativada poliomielite (VIP), administradas aos dois, quatro e seis meses, sendo necessários dois reforços com a vacina oral poliomielite (VOP) aos 15 meses e aos 4 anos de idade.
A imunização contra o sarampo é feito por meio da vacina tríplice viral, que protege também contra rubéola e caxumba. O esquema vacinal é de uma dose aos 12 meses, com um reforço aos 15 meses por meio da aplicação da tetraviral, que inclui a imunização contra varicela.
Sobre polio e sarampo
A poliomielite está eliminada no Estado de São Paulo desde 1988, quando houve o último caso, no município de Teodoro Sampaio. Trata-se de uma doença infectocontagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida, de início súbito, atingindo geralmente membros inferiores. A transmissão ocorre por contato direto pessoa a pessoa, pela via fecal-oral (como saliva, tosse, espirro, mais frequentemente), ou objetos, alimentos e água contaminados com resíduos de doentes.
A circulação endêmica de sarampo foi interrompida no Estado no ano 2000 e não há casos autóctones. Casos esporádicos ocorreram eventualmente desde então, relacionados à importação do vírus de várias regiões do mundo onde ainda o controle da doença não foi atingido. Em 2018, por exemplo, São Paulo registra dois casos confirmados, importados da Ásia Ocidental e do Rio de Janeiro.
Ambas são doenças de notificação compulsória, conforme diretriz do Ministério da Saúde.















