Ao som de alfaias, caixas, xequerê, gonguê e ganzás, a Associação Abadá Capoeira de Itapetininga inova em suas atividades socioeducacionais e cria o primeiro grupo de Maracatu da cidade. O projeto teve inicio há quatro meses e os percussionistas já se apresentaram em diversas festas com apresentações que unem dança e música da cultura afro-brasileira.
Conforme o coordenador da Abadá, Reginaldo Aparecido Rosa, o Professor Negão, a introdução do Maracatu visa difundir a arte afro-brasileira em Itapetininga. “Trabalhamos para desmistificar culturas que às vezes acabam por pré-conceito na marginalidade”, explica.
Negão conta que o projeto também inclui outras culturas que ano a ano perdem espaço na sociedade. “Aqui também trabalhamos com Jongo, Tiririca e o Côco que são manifestações culturais que precisam ser resgadas, mantidas e repassadas às gerações futuras”, comenta.
Todos os instrumentos do grupo de Maracatu que leva o nome de Gunga da Terra foi comprado com recursos próprios. Mas para 2015, o projeto que hoje trabalha com 18 percussionistas pretende expandir. “Vamos atrás de parceiros na iniciativa privada e do governo para ampliar nossos projetos. Hoje, arcamos com todo o custeio: compramos peles, baquetas e manutenção dos instrumentos”, descreve.
Segundo um dos idealizadores do projeto, o percussionista e professor Cristian Ayres, a ideia de criar o grupo partiu após ele ter um contato com a cultura pernambucana. “Sou estudante de percussão no Conservatório de Tatuí e comecei a pesquisar mais sobre o assunto e ao me aprofundar com a cultura do Maracatu pensei em montar um trabalho na cidade”, conta.
Batizado de Gunga da Terra, o nome faz referência ao berimbau mais grave da Capoeira, o gunga. “Os tambores do Maracatu também são graves o que leva a mesma alusão”, explica Cristian “Somos um coletivo de percussão que toca o ritmo maracatu”, esclarece.
Percussionista do grupo, Bianca dos Santos Brito, 18 anos, conta que conheceu o Maracatu no Rio de Janeiro. “Fiquei encantada. É muita energia quando tocamos e além da música tem também a dança. Recomendo”, relata.
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