O laudo do Instituto de Criminalística de São Paulo apontou que o pano retirado do útero de uma jovem da cidade continha o material genético dela. A Polícia Civil recebeu o exame nesta semana e afirmou que agora parece se confirmar a versão da vítima. O delegado Luiz Henrique Soubhia Nunes afirma que o laudo era a última prova para fechar o caso. “Podemos afirmar, sem sombra de dúvidas, é que a compressa teve contato com o material genético da paciente. Isso não temos dúvida, o que torna a história dela linear”, afirma.
Segundo o delegado, o laudo será encaminhado para a Justiça Especial Criminal. Ele afirma que a equipe médica pode responder por lesão corporal culposa. “O hospital e toda a equipe médica foram ouvidos”, afirma o delegado. A equipe médica disse, em depoimento, que não seria possível fechar os pontos da cirurgia sem perceber o pano no útero da jovem.
Em outubro, a jovem B.C.N.M., de 20 anos disse que teve uma compressa de pano de 40 cm esquecida em seu útero, durante uma cirurgia de parto cesariano realizado pela equipe médica da maternidade do Hospital Regional de Itapetininga. Ela só foi perceber que estava com o “corpo estranho” um mês e sete dias após receber alta.
O Hospital Regional de Itapetininga informou que, na época em que soube do caso, convocou a paciente para realizar avaliações e exames médicos, os quais não constataram qualquer infecção no útero ou no abdômen. Os exames estão no prontuário da paciente, à disposição da Justiça. Sendo assim, o hospital mantém o posicionamento, afirma que desconhece qualquer erro relacionado ao parto da jovem e põe à disposição da Justiça toda a documentação médica existente no prontuário.
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