A Região de Sorocaba e Itapetininga, atendida pelo 15º Grupamento do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo, está entre as que mais registram casos de afogamento em águas internas, como são chamados rios, lagos, açudes e piscinas. Somente na última semana foram registrados dois casos.
Com a chegada do Verão, período considerado crítico, aumenta a procura por lugares onde as pessoas possam nadar e se refrescar. Consequentemente, as estatísticas envolvendo casos de afogamento crescem.
“Nós temos uma grande rede hidrográfica e a região é vasta”, comenta o tenente Adriano Augusto Freitas de Brito, comandante interino do 4º Sub-Grupamento da corporação, sediado em Itapetininga e abrangendo uma área de 10 cidades, contando com a subsede na cidade de Capão Bonito.
O Verão nem bem começou e dois casos de afogamentos já foram registrados na Região. O corpo de um homem foi resgatado na tarde de sábado (10) em um açude de Itapetininga(SP). De acordo com os bombeiros, a vítima se afogou enquanto brincava na água com um grupo de amigos.
O acidente ocorreu na estrada Jurandir Pinto, no bairro São Camilo. Quando a vítima desapareceu na água, os amigos ainda tentaram fazer buscas enquanto os bombeiros eram chamados, mas sem sucesso. Os mergulhadores levaram aproximadamente uma hora para encontrar o rapaz. O corpo estava a uma profundida de aproximadamente cinco metros. O local é citado pelo tenente Brito como um dos mais arriscados, assim como o Vale San Fernando.
Outo caso de afogamento aconteceu em Itaberá, no dia 12, quando um homem se afogou em uma cachoeira. O corpo foi encontrado após 45 minutos de buscas. O homem era casado e tinha uma filha de dois anos.
O oficial ressalta que o período considerado crítico, que inclui as férias de verão, está começando. “Até o momento os dados estão dentro do que foi verificado em anos anteriores, mas há anos em que há um pico neste tipo de ocorrência”.
O problema é que a área de atendimento da unidade tem registrado um volume grande de afogamentos, perdendo apenas para a Capital. Para Brito, o tamanho da região, a grande quantidade de chácaras com piscinas, ou que dão fundos para rios ou possuem açudes e lagos contribui para esta situação.
“Proporcionalmente, a nossa área só tem menos afogamentos do que a Capital. Mas é bom que se diga que a maioria dos afogamentos atualmente acontece no que chamamos de águas interiores, como açudes, lagos e piscinas. No litoral, isso acontece menos devido a um maior trabalho de prevenção e o aparelhamento do Estado; e o mar assusta mais também”, observou Brito.
Manter a cama e chamar o bombeiro, evitar lagos, açudes e rios e ter cuidado inclusive em piscinas. Estas são algumas dicas que o Corpo de Bombeiros do Estado procuram passar à população. Outro fator de risco é o excesso de consumo de álcool, o que potencializa o perigo de um afogamento.
“Se em piscinas, onde o ambiente é controlado e tem boa visibilidade, o risco é grande de se afogar, imagine em um lago onde a pessoa não sabe a profundidade, se há algo no fundo que possa prendê-la ou machuca-la, como um pedaço de cerca ou de madeira pontiaguda. Não podemos esquecer que um açude é uma região alagada e pode ter objetos no fundo. Além disso, o consumo de álcool exagerado afeta a coordenação da pessoa”, afirmou Brito, acrescentando que mesmo bons nadadores de piscina podem se afogar ao mergulhar em lagos.
Saltar de lugares altos, como pontes e pedras, também é perigoso. “A pessoa pode ter um traumatismo, seguido de um afogamento pós trauma”, observou o bombeiro.
Brito ressalta, entretanto, que é difícil evitar que as pessoas nadem em açudes e similares. No caso de você presenciar um afogamento, a orientação do tenente é “lançar material flutuante, se estiver próximo da pessoa, ou algo para ela se agarrar e depois puxá-la, como um pneu com uma corda”, disse Brito. O socorro também dever feito com cuidado. “Se você estiver em um barco, não se aproxime muito, pois no desespero a pessoa pode virar o barco. O correto é dar o remo para ela segurar até se acalmar e depois puxar para o barco”.
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