Com quase dois anos de atraso em relação à previsão inicial, as obras da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), na região da Vila Camarão, só deve começar a funcionar no segundo semestre de 2018. A informação é da Secretaria Municipal de Saúde. O valor total do contrato é de R$ 4.306.804,81.
A demora tem causado reclamações da população. Para o funileiro Adauto Batista, que trabalha na região do Central Parque 4L, é um descaso com a população. “Não temos praticamente nenhuma saída a não ser cair no Pronto Socorro e quando liberam dinheiro para fazer uma obra como da UPA, há má vontade dos políticos em concluir a obra. Já faz muito tempo que temos esperando por uma nova unidade”, reclama Batista.
O jornalista Marco Antonio Moraes também culpa a má gestão dos governos. “Eu acho que a burocracia, a má gestão e interesses políticos impedem a construção da UPA. O problema é que alguns políticos e partidos estão mais interessados em amealhar poder e recursos do que no bem da população”, diz.
A dona de casa Maria Aparecida de Oliveira, que vive na Vila Barth II, também reclama da demora. “Todos os dias passo por aqui e vejo tudo devagar. Já faz anos que está do mesmo jeito e a população precisa desse tipo de serviço, pois não dá para depender só do Pronto Socorro”, desabafa.
O estudante de direito Rafael Santos também critica a demora. “Isso se chama descaso com a população. A saúde tem sido sucateada e a tendência é que piore mais ainda neste governo. Quem não tem plano de saúde vai sofrer muito, pois está cada vez mais difícil depender do sistema público. Acredito que essa obra nem termine”, diz o morador da Chapadinha.
Segundo a placa instalada no local, na avenida Nisshinbo do Brasil, a obra deveria ser concluída em setembro de 2015, mas segundo a prefeitura a previsão é somente para o primeiro semestre de 2018. A prefeitura não informou quando deve começar a funcionar a unidade.
A instalação da UPA ajudará a desafogar o Pronto Socorro Municipal. A unidade é voltada aos atendimentos de urgência e emergência. Os UPA´s 24h, são estruturas de complexidade intermediária entre as Unidades Básicas de Saúde e as portas de urgência hospitalares, onde em conjunto com estas compõe uma rede organizada de Atenção às Urgências.
É um serviço, pré-hospitalar específico para pequenas, médias urgências e emergências, inclusive odontológicas. Mas a Unidade também está preparada para atender pacientes graves, até que sejam removidos para um hospital de referência.
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