A 47ª edição da Expo Agro de Itapetininga, feira que promove atividades do setor agropecuário, realizou no último domingo, dia 2, a primeira etapa do 3º circuito Paulista de Crioulaço, uma competição de tiro de laço organizada pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos. O evento causou debates nas redes sociais e revolta dos protetores dos animais em razão da cidade ter uma lei que proíbe rodeios e provas similares.
Para ter permissão de realização da competição, o Sindicato Rural de Itapetininga conseguiu uma liminar na Justiça. Segundo Ricardo Oliveira, veterinário e organizador da competição, a prova não teve a intenção de machucar os animais, apenas acertar a pontaria. “Aquilo que colocaram na foto da internet não tem nada a ver com a nossa modalidade”, comenta o organizador sobre as reações dos internautas no Facebook.
Em contrapartida, o grupo “Itapetininga sem Rodeios” fez um recurso junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo para pedir a revisão da decisão judiciária que permitiu ao Sindicato a realização das atividades. Segundo a página, o Ministério Púbico de São Paulo se declarou contra a prática das provas de rodeios por causarem maus tratos aos animais, caracterizando como crime (Lei de Crimes Ambientais nº. 9.605/98 Art. 32).
Além disso, os responsáveis pela página acreditam que a prática fere a Constituição Federal do Brasil no artigo 225 VII, onde diz que cabe ao Poder Público proteger os animais contra toda prática que provoque sofrimento a estes.
Segundo estes, “o medo assombrava os animais. O barulho de um chocalho que era feito de garrafa PET em ritmo acelerado para manter os animais assustados dentro do brete. Ao saírem, todos desorientados se deparavam com seus algozes gritando e os encurralando na grade de uma arena ridícula, onde se expõe um grande atraso moral da humanidade”.
Os protetores dos animais alegam que registraram fotos de animais feridos anexaram o processo contra os organizadores do evento, pois entendem que o ocorrido desobedeceu a uma lei municipal. Os organizadores do circuito alegam que respeitaram o alvará.
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