Na Agulha e Com Chiado

Neste último sábado, a noite estava com um clima agradável, cidade vazia devido a Pandemia, claro, convidativo para ouvir um bom som para relaxar destes períodos demasiadamente triste e tenso. Cheguei do meu trabalho, fiz como de costume, um agrado nos cães, um beijo na esposa, tomei aquele banho mais caprichado de sábado(kkk). E como não sou de “ferro” peguei uma latinha de cerveja “estupidamentente” gelada, fui até a sala e me deparei com a minha antiga vitrola (sim queridos leitores, ainda tenho um som 3 em 1 (toca fitas, toca disco, rádio AM e FM da Sony de 1991), em ótimo estado e que continua funcionando perfeitamente.

Possuo alguns discos de vinil no qual não me desfaço jamais. Eles estão ali no armário guardadinhos, De repente a vitrola que estava ali “ triste” e muito carente de uso, olhou para mim e eu para ela. Me deu uma vontade imensa de ouvir um LP. E foi o exatamente que acabei fazendo. Escolhi um disco excelente, como todos da Legião Urbana, o duplo “Músicas para Acampamentos de 1992″, com faixas somente de acústicas, com aqueles clássicos fantásticos que todo fã conhece como: “Eu Sei”, “Faroeste Caboclo”, “Pais e Filhos”, “Índios” “Teatro dos Vampiros”, “Ainda É Cedo”, Entre outras obras primas da banda. Renato Russo era tão genial e antenado que acabou prevendo a avalanche de ótimos discos acústicos a partir de 1997, principalmente os da extinta emissora MTV.

Desde que me conheço por gente sou completamente apaixonado por música e adorava ganhar e comprar discos e depois vieram os cd’s. Nunca imaginaria que teríamos todas as musicas do mundo na palma da mão através de um Mp3 (peça de museu já) ou em smartfones com app’s como Spotify ou Dezzer que dominam o mercado fonográfico mundial hoje.

Ir a uma loja de discos para mim era um passeio, uma alegria e uma satisfação plena. Tivemos lojas especializadas fantásticas aqui em Itapê, como a Dalca na Campos Salles depois na mesma rua a Karina, a Eletro Musical Paulo em frente ao Mercadão Música e a Adrenalina do Fuad Abrão Isaac, que começou numa galeria Saldanha Marinho, mudou para o calçadão da José Bonifácio e depois na Monsenhor Soares, ao lado do Bradesco.

Ficávamos ali por horas, vendo aquelas belíssimas capas, escolhia alguns discos ou vários discos e o proprietário ou seus funcionários pacientemente passavam musica por música, faixa a faixa, para ouvirmos os próprios também se empolgavam e se embalavam com as músicas, e nem sempre comprávamos, mas só o prazer de ouvir uma boa música e ter uma boa proza sobre as novidades, sobre as bandas e cantores, era tudo de bom.

E nesta noite de sábado a qual me referi no início do texto, com a minha “breja” geladinha, tranquilo e relaxado. Ouvi, “saboreei”, degustei todas as 20 músicas dos 2 discos, com aquela voz impagável e única de Renato do violão de Dado Villa Lobos e da bateria do Marcelo Bonfá o trio precioso da Legião Ao som da aquela agulha do toca discos que dá um som diferenciado a dos demais aparelhos, e aquele chiado impagável e charmoso que só o vinil tem, me fez um bem ao espirito, me renovou e com as letras de Renato Russo me fez ter um pouco mais de esperança que dias melhores virão e que as lembranças impagáveis do passado sempre se faz e fará presente em nossas vidas.
Até a próxima.

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